Técnicos de saúde discutem medidas de controlo de sida, tuberculose e paludismo

A equipa organizadora do ateliê sobre riscos e medidas de mitigaçãoA Comissão de Coordenação Multissetorial de Luta contra Sida, Tuberculose e Paludismo promoveu, no dia 5 de abril em Bissau, um ateliê sobre os riscos e medidas de mitigação e controlo a nível das três subvenções do Fundo Mundial, no qual os técnicos nacionais discutiram os aspetos de riscos encontrados no exercício diário e elaborar duas propostas capazes de atrair o financiamento de 30 milhões de euros para o triénio 2018 a 2020.

Na ocasião, o presidente do Comité Executivo daquela Comissão fez saber que o apoio oferecido pelo Fundo Mundial à Guiné-Bissau insere-se no programa de luta contra a sida, tuberculose e paludismo. Tendo exigido cinco por cento como contrapartida da parte do Governo guineense.

Saliu Bá disse que constitui um imperativo a melhoria das condições de trabalho e apetrechamento dos serviços de saúde pelo executivo.

Na opinião de Bá, não podemos permitir que os parceiros da Guiné-Bissau financiassem medicamentos e que posteriormente seriam roubados e vendidos num sítio público, sem nenhuma responsabilização.

Por sua vez, o diretor do dossiê do Fundo Global para os países da África Ocidental (FGPAO) disse que o objetivo da vinda de sua missão à Guiné-Bissau, embora sem representação, visa oferecer apoio aos doentes, através da formação dos técnicos que trabalham com pacientes da SIDA, Tuberculose e Paludismo.

Joshua Galjour demonstrou que a organização do ateliê aos técnicos de saúde serviria de oportunidade para discutirem os aspetos dos riscos encontrados no exercício diário e elaborar duas propostas capazes de atrair o financiamento de 30 milhões de euros para o ano 2018 à 2020.

“As duas propostas exigidas pelo financiador para a obtenção do apoio centra-se na luta contra o paludismo, num montante de 16 mil euros e a segunda ligada à SIDA, Tuberculose e reforço do sistema de saúde orçado em mais 13, totalizando 29 milhões de euros”, assegurou Galjour.

Este responsável reconheceu que dadas as necessidades da Guiné-Bissau, no que concerne a luta contra a SIDA, Tuberculose e Paludismo, sempre a sua organização se preocupa com a taxa de absorção do financiamento disponibilizado.

De acordo com ele, a estimativa da taxa de absorção do financiamento, é pequena e chega perto de 60 por cento, pelo que isso constitui motivo de preocupação para nós, devido à constatação clara das necessidades guineenses no terreno.

Mostrou que esta formação requer dos técnicos a focalização dos riscos e tentar identificar medidas de controlo dos mesmos.

O diretor do dossiê do FGPAO considerou de triste o roubo de medicamentos efetuados nas instalações do Hospital Nacional Simão Mendes, por isso o Fundo Global está a acompanhar o desenrolar do processo através da Inspeção-Geral da Saúde.

Julciano Baldé

 

 

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