“Suspensão do presidente da CMB é normal quando há desobediência”

O ministro da Administração Territorial considera de “normal” o despacho por ele assinado de suspensão do presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), “quando há desobediência”.

Sola N’quilim na Bitchita, que falava à imprensa no passado dia 3 de janeiro sobre a suspensão de Baltazar Alves Cardoso à frente da CMB, acrescentando que tomou a medida no “quadro normal de funcionamento da Administração Pública”.

“E, neste momento, foi aberto um processo disciplinar contra a pessoa de Baltazar Alves Cardoso, que está a correr os trâmites normais para uma eventual responsabilização”, explica o governante.

De acordo com o despacho do ministro da Administração Territorial, Baltazar Cardoso é suspeito de “sérios indícios de corrupção, de gestão danosa, de peculato, de nepotismo e nomeações desajustadas”, enquanto responsável máximo da edilidade camarária de Bissau.

Sola N’quilim na Bitchita mandou suspender de serviço os indivíduos nomeados por Baltazar Cardoso, bem como proibiu-os de entrar no edifício principal e delegacias da CMB até à conclusão dos trabalhos de investigação.

Sobre este assunto, a reportagem da ANG que se deslocou à Câmara Municipal Bissau para se inteirar, factualmente, do cumprimento do despacho do ministro, soube, através de uma fonte que o presidente suspenso encontra-se em casa e o vice-presidente, Carlos Costa, que interinamente dirige a instituição, tinha convocado uma reunião para a tarde de ontem.

Tanto o ministro da Administração Territorial, Sola N’quilim na Bitchita, como o presidente da Câmara Municipal suspenso, Baltazar Cardoso, são dirigentes do Partido da Renovação Social que faz parte do atual governo.

Até agora, nem esta formação política nem o Primeiro-Ministro, Umaro Sissoco Embaló, proferiram quaisquer palavras sobre a questão.

 

In ANG

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