Sociedade Civil pretende acompanhar o diálogo político nacional

As Organizações da Sociedade Civil (OSC) do país pretendem criar uma plataforma de promoção e acompanhamento do diálogo político nacional.

A ideia foi manifestada no esboço da recomendação final do ateliê de dois dias que, na semana passada, decorreu em Bissau, promovido pela Rede Paz e Segurança para as Mulheres no Espaço CEDEAO (Rempesecao-GB), em parceria com a ONG sub-regional, o Instituto Gorée.

A formação tinha, entre outros objetivos, reforçar a capacidade das OSC guineenses no domínio da governação, da paz e segurança, dotar as mulheres de ferramentas numa perspetiva de relançar e aprofundar o diálogo político e facilitar a criação de uma plataforma da sociedade civil com vista à contribuição efetiva na implementação de políticas públicas e melhorar as sinergias da sociedade civil do país.

O mesmo contou com o apoio financeiro da Embaixada de Canadá e insere-se no quadro do programa de relançamento e acompanhamento do diálogo político nacional, com vista a estimular a união e fortalecer a capacidade da sociedade civil guineense no domínio de mobilização para a paz, segurança e boa governação.

Durante o ateliê, os participantes reconheceram a necessidade de renovação e reforço do quadro interventivo das OSC face à dinâmica da atual crise política vigente no país. Manifestaram, igualmente, vontade de trabalhar em comum num plano de acompanhamento e aproximação de todos os atores relevantes no processo, como forma de proporcionar um diálogo inclusivo que chegue a soluções consentâneas para debelar a crise.

A propósito, recomendaram o seguinte: criação da plataforma de seguimento do diálogo político nacional; que haja maior participação da sociedade civil no processo político e a imparcialidade no jogo político.

Na ocasião, a presidente da Rempsecao, Elisa Tavares Pinto, apelou as OSC guineenses a trabalharem de forma imparcial na promoção do diálogo inclusivo, baseando na cidadania efetiva e nos valores democráticos como forma de alcançar a paz e o entendimento necessário no seio da classe política.

No entender da presidente da Rempsecao, antes de tudo as OSC precisam de lutar contra a pobreza extrema, porque constitui o fator de fracasso e instabilidade política nacional.

Por sua vez, Doudou Dya, secretário executivo do Instituto Gorée, realçou a importância desta formação para a sociedade civil guineense, sublinhando que ainda há tempo para que a sociedade civil guineense faça a diferença no capítulo da resolução de conflitos. A propósito, aconselhou-os a definir um perfil e a ser imparcial quanto às questões de liderança e advocacia, promovendo o diálogo com as partes em conflito. Para o efeito, disse que os ativistas precisam de usar as ferramentas de análise, compreensão e técnicas de resolução de conflitos que conheceram nas diversas sessões de formação.

De salientar que a referida formação foi destinada às OSC e medias em matéria de advocacia e prevenção de conflitos, no âmbito do programa de relançamento e acompanhamento do diálogo político na Guiné-Bissau, dirigida pela Organização Pan-Africana de Desenvolvimento, o Instituto Gorée, em parceria com a Rede Paz e Segurança para Mulheres no Espaço da CEDEAO, antena da Guiné- Bissau, financiado pela Embaixada de Canadá através do Fundo Canadiana de Apoio ao Desenvolvimento Local.

Ao longo deste ateliê foram abordados nove temas, entre os quais a introdução ao conceito da sociedade civil, suas características e princípios; introdução ao conceito da governação; diálogo; prevenção e resolução de conflitos; compreensão de conflitos; técnicas de facilitação, mediação e diplomacia preventiva; advocacia e governação, tudo com propósito de contribuir para o debate e aprofundamento de conhecimentos relevantes, sobre as questões que refletem a vida e o quadro interventivo das OSC no país.

 

Texto e foto: Nelinho N´Tanhá

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