Sinjotecs recomenda diálogo como forma de ultrapassar divergências

O Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (Sinjotecs) diz ter inteirado com “bastante pesar” a decisão do governo em suspender as emissões da RDP e RTP-África no país, por alegado incumprimento das cláusulas do acordo rubricado com Portugal neste setor.

Em nota imprensa, a que o “Nô Pintcha” teve acesso, o Sinjotecs lamentou tal decisão, afirmando que a mesma cerce os direitos fundamentais das populações de serem informadas e atenta contra a liberdade de imprensa, projetando ainda uma imagem negativa da Guiné-Bissau junto das organizações internacionais de defesa e proteção dos profissionais dos Media.

O sindicato considera que, mesmo existindo razão da parte do governo em relação a este contencioso, nada justificava privar o cidadão comum, particularmente os na diáspora, de se informarem sobre o dia-a-dia do seu país. E, a seu ver, os dois referidos órgãos são um dos principais meios que, a partir da Guiné-Bissau, veiculam notícias nacionais pelo mundo fora.

Na nota, o Sinjotecs afirma que, neste momento, a Guiné-Bissau goza duma posição confortável no ranking mundial em termos de liberdade de imprensa, pelo que não se pode aceitar que haja um retrocesso prejudicial a esta imagem.

No entanto, o sindicato de jornalistas recomenda o diálogo como forma de ultrapassar eventuais divergências existentes. E apela aos governos de Bissau e Lisboa a encetarem diligências o mais célebre possível, tendentes a ultrapassar este “imbróglio” que “nada contribui” na relação entre os dois países irmãos “unidos por uma história comum”.

A 30 de junho, o ministro da Comunicação Social, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das emissões dos canais África da RTP e RDP a partir das 00:00 de 01 deste mês, alegando a caducidade do protocolo assinado a 31 de outubro de 1997.

 

A Redação

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