Russia celebra Dia do Diplomata

Embaixador Alexander EgorovNo dia 10 de fevereiro, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa celebra o Dia do Diplomata Russo. Na véspera desta data, o embaixador da Federação Russa na República da Guiné-Bissau, o senhor Alexander R. Egorov, falou sobre a festa e fez um resumo das atividades da diplomacia russa em 2016 e das prioridades atuais da política externa do seu país.

O Dia do Diplomata foi instituído por Decreto do Presidente da Federação da Rússia em 31 de outubro de 2002, em homenagem aos 200 anos do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, criado em 8 de setembro de 1802 através do Manifesto do Imperador Alexander I.

A história da diplomacia russa, entretanto, é muito mais antiga, e as suas origens estendem-se aos séculos VI e VII d.C..

A comemoração do Dia do Diplomata serve os interesses de manutenção
das boas tradições da diplomacia russa, considerada como uma das mais poderosas no mundo. Neste dia homenageamos os nossos veteranos e muitas gerações
de antecessores que serviram fielmente a Pátria. Eles provaram, através do seu trabalho abnegado e profissionalismo, a importância da diplomacia para
o desenvolvimento do nosso país, bem como para a resolução de conflitos internacionais e a manutenção da paz.

Nos últimos anos, a Rússia tem encarado as tentativas externas de pressão. Foram empregados todos os recursos: de mitos sobre agressão russa, propaganda, interferência nas eleições até à perseguição dos nossos atletas, inclusive
os paraolímpicos. Mas estamos conscientes da nossa responsabilidade e estamos sincera e verdadeiramente prontos a participar na solução dos problemas regionais e globais, onde tal presença for adequada, desejada e necessária.

Vivemos uma época complicada. Cenários de conflito desenvolvem-se na arena política global. Diversos focos de tensão, infelizmente, surgem periodicamente em vários países e regiões. O terrorismo tornou-se a principal ameaça em 2016. A 19 de dezembro do ano passado, na sequência de um ataque terrorista durante a abertura de uma exposição em Ancara, foi assassinado o nosso colega, o embaixador da Rússia na Turquia, o senhor Andrei Karlov. Esta ação vil visava prejudicar as relações russo-turcas e minar o processo de paz na Síria, mas Moscovo e Ancara, ao contrário, tomaram a decisão de unir esforços para pôr termo à violência na Síria e acabar com o terrorismo.

Embaixada da Rússia em BissauVisando atualizar os sentidos, objetivos e tarefas prioritários da atividade da Federação Russa no palco internacional, a 30 de novembro de 2016 o Presidente Vladimir Putin aprovou o novo conceito da política externa russa. Baseando-se na supremacia do Direito Internacional, no papel principal da ONU e do seu Conselho de Segurança, o documento sublinha a importância da criação de uma ampla coligação internacional para combater o terrorismo e o extremismo. Ao mesmo tempo, a luta eficaz contra estas ameaças não será possível sem a estabilização da situação no Médio Oriente, sem a resolução pacífica de conflitos na Síria, no Iraque, na Líbia e no Iémen.

Em 2016 a Rússia desenvolveu esforços para resolver os conflitos internos na Síria e promover as negociações políticas. Defendemos a unidade, independência e integridade territorial desse país. O facto de que a Rússia conseguiu repelir os terroristas de Damasco e ajudar a libertar Alepo, eu considero muito importante, em primeiro lugar, por ajudar a Síria a preservar  o seu Estado multinacional, multiconfessional e secular segundo a Resolução da ONU. Lamentamos as baixas das nossas forças aeroespaciais, artistas, médicos que foram recentemente para a Síria confortar os nossos militares pelas festas do Ano Novo. É uma perda dolorosa para todo o nosso país, mas estamos convencidos de que os nossos heróis inscreveram para sempre os seus nomes na história da libertação da Síria do terrorismo.

Em 2016, a situação no Leste da Ucrânia continuava a ser motivo de grande preocupação. O obstáculo principal para a superação da crise consiste na renúncia das autoridades ucranianas ao cumprimento das suas obrigações assumidas quase há dois anos em Minsk. Além disso, Kiev continua a realizar provocações armadas no Leste ucraniano.

No novo conceito de política externa da Rússia presta-se uma atenção particular à participação ativa do nosso país nos trabalhos dos organismos multilaterais, inclusive a União da Rússia e Bielorrússia, a União Económica Eurasiática, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, a Comunidade dos Estados Independentes, o BRICS, a Organização para a Cooperação de Xangai e o Grupo dos 20. É dado um destaque especial às relações com a OTAN e os EUA. Adotamos uma posição contrária à ampliação da OTAN, à aproximação da infraestrutura da aliança das fronteiras russas e ao reforço da sua atividade militar. A Rússia considera a criação do sistema global de defesa antimíssil como uma ameaça, assumindo o compromisso de tomar medidas adequadas. Ao mesmo tempo, o nosso país atribui uma grande importância ao cumprimento das cláusulas do Tratado de Redução de Armas Estratégicas com Washington e espera que os EUA observem rigorosamente as normas do Direito Internacional nas suas ações. Estamos interessados em construir relações mutuamente vantajosas com os EUA, levando em consideração a responsabilidade dos dois países em termos de segurança internacional.

Emblema do MNE da RússiaA principal tendência da nova etapa do desenvolvimento internacional
é a luta pela dominação no mundo. Estamos a favor de que a segurança e as oportunidades de desenvolvimento sejam garantidas não só aos “escolhidos” mas, também, a todos os países e povos e advogamos o respeito pelo Direito Internacional e a diversidade do mundo. Estamos contra um monopólio qualquer, não importa se trata de uma pretensão à excecionalidade ou tentativas de alterar as regras do comércio internacional em conformidade com as suas necessidades, limitar a liberdade de expressão e, de facto, introduzir a censura no espaço global de informação.

 

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