Presidente português defende cumprimento do Acordo de Conacri

O Presidente da República de Portugal.Marcelo Rebelo de Sousa,durante a visita ao mercado do Plato, no ambito da visita de Estado a Cabo Verde, Cidade da Praia, Cabo Verde, 10 de abril de 2017. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Presidente Marcelo Rebelo de Sousa durante a visita ao mercado do Plato, Cabo Verde

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse ontem que o Acordo de Conacri sobre deve ser cumprido e reafirmou o compromisso de Lisboa de tudo fazer para que assim seja.
«Existe um acordo subscrito por várias entidades, que foi fruto de contactos internacionais demorados, complexos e subscrito ao mais alto nível pelo Estado guineense e a nossa expectativa é de que o acordo será cumprido», disse.
«É um acordo que existe e é para ser cumprido. É a posição do Estado português», acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, que analisou a crise política na Guiné-Bissau num encontro com o seu homólogo cabo-verdiano na cidade da Praia.
No final do encontro, e em conferência de imprensa conjunta, assistida pela Lusa, Marcelo Rebelo de Sousa reafirmou que «no que depender de Portugal ou no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tudo o que puder será feito para garantir o cumprimento desse acordo».
Questionado pelos jornalistas sobre se Portugal apoia a realização de eleições antecipadas na Guiné-Bissau, o Presidente da República lembrou que o acordo prevê eleições «depois de um período transitório de estabilização governativa e de relacionamento» entre o Governo e o Parlamento.
«É isso que está previsto, é isso que deve ser executado», disse.
A Guiné-Bissau está mergulhada numa crise política na sequência das eleições gerais de 2014.
Divergências entre as duas principais forças políticas no Parlamento guineense, o PAIGC e PRS, levaram ao bloqueio da instituição desde há cerca de ano e meio, pelo que sucessivos executivos não conseguiram fazer aprovar os seus programas de governação ou propostas de orçamento.
O PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas, mas afastado do poder devido às divergências com o Presidente José Mário Vaz,, diz que o impasse político só irá terminar com a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições gerais antecipadas.
Uma missão da CEDEAO em novembro conseguiu chegar a um consenso entre as partes para nomear um novo primeiro-ministro, no seguimento dos «Acordos de Conacri», assinados um mês antes. No entanto, mais de seis meses depois o impasse continua.
Na semana passada, o Presidente da República de Cabo Verde recebeu um emissário especial guineense, que foi portador de uma mensagem do Chefe de Estado para o seu homólogo cabo-verdiano, cujo conteúdo não foi divulgado.

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