PR questiona a vontade dos subscritores do Acordo de Conacri para a sua implementação

O Presidente da República questionou ontem, 11 de setembro, aos subscritores do Acordo de Conacri sobre o que teriam feito durante estes três meses para a sua implementação.  José Mário Vaz revela que terá encaminhado há 30 dias a proposta de saída da crise política e parlamentar aos principais signatários do acordo rubricado em outubro de 2016.

O Chefe de Estado, que falava à imprensa no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, antes da sua partida para Congo-Brazzaville, onde vai reunir-se com o seu homólogo Denis Sassou Nguesso para analisar vários assuntos entre os quais, a situação política vigente no país.

A seu ver, não vale a pena os guineenses estarem no estrangeiro a mandar recados para o país ou ainda os daqui enviarem recados para a comunidade internacional, pois, disse, compete aos próprios cidadãos nacionais resolverem os seus problemas.

“As mulheres [mediadoras] levaram 60 dias para concluir o relatório da mediação, depois me entregaram o mesmo documento que foi encaminhado a todos os protagonistas do Acordo de Conacri. E como é do vosso conhecimento, eu não sou assinante do acordo, deixei os três nomes como potenciais candidatos a primeiro-ministro. Após à entrega do relatório, tentei organizar uma reunião com as partes, que deveria culminar com o Conselho de Estado, mas todos eles [signatários] estavam no estrangeiro. Quero perguntar agora, o que é que as pessoas ou os subscritores do Acordo de Conakry fizeram para a sua implementação”, questionou o Presidente da República.

Avançou, neste particular, que “temos que começar a chamar as coisas pelo nome, estes signatários têm que fazer alguma coisa, para o cumprimento do documento assinado em Conacri”.

O Chefe de Estado disse que é chegada a hora de os guineenses conversarem para poderem chegar a uma solução. “Não é normal que as pessoas que ontem comeram no mesmo prato e beberam no mesmo copo estejam divididas hoje”, afirmou.

Vaz adiantou que “só conversando com os camaradas, irmãos e colegas, mostrando que o que nos une é superior do que nos divide, pelo que não vale a pena sacudir água e tentar culpabilizar ‘A e B’, mas sim é fazer exame de consciência e perguntar a nós mesmos. Eu subscrevi o Acordo de Conacri e o que fiz para sua implementação efetiva”.

“Eu, hoje, se deixar de ser presidente da Guiné-Bissau e se um dia alguém recordar de mim, vai dizer que durante a Presidência do Jomav, os militares acantonaram.se nos quartéis, respeitaram o poder civil, ninguém foi morto e espancado. Enquanto Jomav Presidente, havia liberdade de imprensa, de expressão e de manifestação. Portanto, tenho muita coisa para partilhar com o meu homólogo congolês nessa minha viagem, caso me questionar sobre a situação do país” informou.

Garantiu, por um lado, que depois do seu regresso ao país, agendará uma reunião com assinantes do acordo em causa para saber politicamente o que os signatários tentaram fazer durante 30 dias, após terem recebido o relatório da mediação do Grupo de Mulheres Mediadoras.

Contudo, lamentou que alguns dirigentes políticos nacionais foram para o estrangeiro denegrir a sua imagem e a da Guiné-Bissau, esquecendo, no entanto, que também são guineenses.

Questionado sobre a sua deslocação à reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas na próxima semana, José Mário Vaz, explicou que após o regresso do Congo-Brazzaville, irá concertar-se com o governo para depois decidir se vai ou não tomar parte na Assembleia Geral da ONU.

In O Democrata

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