Policiano Gomes reeleito líder do PDD e promete trabalhar para um assento parlamentar

 

Policiano Gomes foi reeleito para um segundo mandato de três anos como presidente do Partido Democrático para o Desenvolvimento, tendo obtido 112 votos num universo de 120 delegados à II Convenção Nacional.

No seu discurso aos militantes, disse que o partido saiu mais reforçado deste pleito para enfrentar os próximos embates eleitorais. Informou aos membros do partido que o maior desafio será a eleição de um deputado na próxima legislatura. Segundo este líder, conseguir um assento no parlamento deve ser encarado por todos os militantes como uma prerrogativa de salvação da juventude guineense, porque é a partir daí que os jovens terão voz na sociedade e nas grandes decisões do país.

Considerou uma vergonha o Acordo de Conacri porque nada trouxe de bem para a Guiné-Bissau. Toda esta luta de chegar ao poder é para alimentar os interesses e não os do povo. Portanto, é chegado o momento de os jovens se levantarem e assumir o destino da pátria de Amílcar Cabral.

O presidente do PDD disse que durante toda esta crise ninguém pensou nos problemas da educação, que está a funcionar de forma coxa, não tendo criado,  após 43 anos de independência, uma única universidade pública para os filhos dos camponeses.

Policiano Gomes assegurou que a população vive numa pobreza extrema, com constantes aumentos no custo dos produtos de primeira necessidade. Até aqui, não houve qualquer pronunciamento por parte dos titulares dos órgãos de soberania.

Diferença na prática política

O presidente do Partido Democrático para o Desenvolvimento, Policiano Gomes, mostrou que o seu partido entrou na cena política do país, não como mais uma formação política, mas sim como um partido diferente na sua prática, na conduta dos seus membros para a resolução dos problemas e na implementação do seu projeto político para a Guiné-Bissau.

A ideia foi transmitida pelo líder do PDD na II Convenção Nacional realizada no dia 2 do mês em curso, na qual participaram 120 delegados vindos de todas as regiões do país. No entender deste dirigente, os valores democráticos pressupõem liberdade de expressão, situação que não se compagina com qualquer constrangimento criado à comunicação social, seu principal veículo.

Condena fecho da RDP e RTP

Por isso, condena o encerramento da RTP e RDP no país, sobretudo quando assenta num argumento falso de caducidade de contrato. Esta não é a primeira vez nem a primeira tentativa de silenciar a imprensa que não se curva perante os desmandos do poder político instalado.

“É com muito agrado que quero, em nome de todos os companheiros e companheiras, assim como em meu nome pessoal, saudar calorosamente os convidados, militantes e amigos do PDD presentes neste anfiteatro, exprimindo-lhes o nosso profundo reconhecimento pelo apoio indefetível prestado durante estes quatro anos de luta para implantar e democratizar ainda mais a democracia na Guiné-Bissau”.

Disse que a realização da II Convenção Nacional, depois de três anos de existência, simboliza uma luta corajosa desta geração de jovens que, hoje, reafirmam o seu compromisso mais profundo, que chegou a hora de transformarmos a Guiné-Bissau numa nação com que todos sonhamos e ambicionamos: uma nação soberana, unida, digna, consciente da sua própria importância no cenário regional e mundial, ao mesmo tempo capaz de abrigar, acolher e tratar com justiça todos os seus filhos e aqueles que escolheram a Guiné-Bissau para viver.

“Nasceu numa era em que lutávamos pela democracia, enfrentando uma repressão que recaía de forma especialmente dura sobre nós que, muito cedo, contestamos o golpe militar e seus apoiantes, vestidos de capa dos partidos políticos. Um tempo em que estávamos a aplicar, na prática, as lições das lutas quotidianas, o direito de livre organização política. Neste ambiente de lutas, com os pés firmes no chão e grandes sonhos na cabeça, nasceu o nosso querido partido PDD – Es i di nós”, salientou.

Informou que o PDD é um partido novo e diferente. Novo em idade, mas diferente na forma de fazer política, salientando que a diferença existente entre o seu partido e os outros é falar verdade e fazer política baseada na reconciliação, solidariedade e humildade. Estes valores fazem do PDD um partido de servidores. Um partido que não quer o poder para se servir dele, mas sim o poder político para transformar a vida daqueles que mais sofrem de injustiças económicas e políticas no passado e no presente.

Alfredo Saminanco

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