Paulo Gomes acusa Presidente da República de fomentar tribalismo

O terceiro candidato mais votado nas últimas eleições presidenciais, Paulo Gomes, acusou o Presidente José Mário Vaz de estar a fomentar a divisão e o tribalismo no país.

Em conferência de imprensa realizada no passado dia 22, Paulo Gomes, antigo quadro do Banco Mundial, comentou na sua conversa com a imprensa  a situação do país à luz dos últimos acontecimentos políticos, marcados por desentendimentos entre líderes guineense.
Na sua análise, Gomes responsabiliza o Chefe de Estado de “não ter conseguido capitalizar os resultados alcançados” depois das eleições gerais de 2014, na sequência do golpe militar de 2012.
«O Presidente José Mário Vaz tinha tudo para ficar na história deste país mas, infelizmente, vergou para um cenário rústico que cria o tribalismo, a divisão e destruiu o mínimo da coesão social que nós tínhamos neste país», observou Paulo Gomes.
Disse ainda que o Presidente da República é o principal responsável pela crise política que assola o país há mais de dois anos e que agora “pretende que outros o ajudem a resolver”.
“Tem que ser ele a resolver a crise que criou”, defendeu, lembrando que em 2015, quando pressentiu que José Mário Vaz iria derrubar o Governo saído das eleições, foi falar pessoalmente com o Presidente “para o demover das suas intençõe”´, mas não teve sucesso.
Paulo Gomes quer ver a Guiné-Bissau mudada, mas afasta qualquer hipótese de vir a criar um partido político, ainda que se posicione para ´ajudar soluções” para ´uma verdadeira mudança de mentalidades” no país.

ANG/Lusa

 

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