“País desestruturado e os sonhos deram lugar a deceção”

O Presidente da República afirmou, no dia 24 de setembro, em Gabu que, após a independência nacional, os guineenses sentiram na pele, o que é viver num país desestruturado e os sonhos deram lugar a deceção depois de uma luta armada bem-sucedida.

José Mário Vaz fez estas afirmações durante as comemorações do 44º aniversário da independência nacional, este ano dedicado ao lema “Juntos pela soberania, em busca de soluções nacionais para o desenvolvimento”.

O Chefe de Estado adiantou que a Guiné-Bissau defraudou as expetativas dos seus melhores filhos até “chegarmos ao ponto onde estamos hoje”.

A seu ver, o Estado e as instituições existem “só para os mais fortes” e a grande maioria “está entregue à sua sorte”. Por isso, garantiu que ele será o Presidente dos fracos, dos injustiçados, dos pobres e dos excluídos.

“E é a esse desejo de mudança que eu irei corresponder, devolvendo a esperança aos guineenses e assegurando condições para o retorno ao caminho da concretização do sonho que alimentou a nossa heróica epopeia de luta de libertação nacional”, referiu.

No seu discurso de cerca de 30 minutos, Mário Vaz voltou a falar do Acordo de Conacri, que disse ter sido falado por todos e lido por poucos. Reafirmou que o documento não fez menção ao nome de um primeiro-ministro, escolhido por consenso entre as partes desavindas.

Brevemente, o discurso na íntegra

Ibraima Sori Baldé

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