“O meu objetivo a curto prazo é de lutar para que haja estabilidade no país”

Sob o lema “Um Movimento Inclusivo, Independente e Autónomo”, Fodé Carambá Sanhá procedeu, no dia 18 de julho, ao lançamento oficial da sua candidatura à liderança do Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz, Democracia e Desenvolvimento.

Caso venha a ser eleito presidente da organização, o atual líder da Acobes tem como objetivo, a curto prazo, aquele que norteou a criação do movimento, ou seja, lutar para que haja estabilidade no país. Aliás, afirmou que o desejo de todos os guineenses, nesta altura, é trabalhar para a unidade nacional, procurando a desejada coabitação, não só a nível de políticos, mas também no seio da sociedade.

“O movimento tem a obrigação de trabalhar no sentido de conciliar as várias sensibilidades dentro dos partidos, independentemente das suas filosofias, para um entendimento entre si e para o bem do país. Nenhum partido é dono  da sociedade civil, esta pertence ao povo guineense”, esclareceu, em entrevista aos jornalistas, no quadro do lançamento da sua candidatura.

A direção executiva deste candidato contará com a participação de 50 por cento de mulheres. Sobre o assunto, Fodé Carambá Sanhá disse que a equidade do género na sua lista tem a ver com o facto de as mulheres integrarem todas as instituições políticas e da sociedade civil, reclamando que façam parte dos lugares de tomada de decisões, ao lado dos homens. Por isso, decidiu respeitar essa exigência, afirmando que não está a fazer favores àquelas senhoras, porque têm revelado  capacidades a nível das respetivas organizações, sendo indigitadas para reforçar a candidatura denominada “Ordidja di Consenso”.

As motivações da candidatura de Carambá Sanhá, segundo o seu manifesto, são: garantir um movimento aberto, inclusivo, unificador e envolvente às organizações da sociedade civil (OSC) e comunidades guineenses a nível nacional e nas diásporas, integrando os agrupamentos associativos de estrangeiros residentes no país; redobrar de esforço na credibilização do movimento; manter o MNSCPDD autónomo, independente, conciliador e digno do seu próprio nome; contribuir para a estabilidade sociopolítica efetiva; associar as mulheres, crianças e adolescentes nas suas revindicações de afirmação dos direitos universais e inalienáveis; enveredar no acompanhamento das organizações juvenis em ações assentes no défice de emprego, doenças de natureza mental derivadas da toxicomania e toxicodependência, como perturbações mentais e HIV/Sida; promover ações de defesa da exploração racional dos ecossistemas florestais, marinhos e mineiros, com base na lei quadro apropriada, entre outros.

O mesmo documento dá conta de que “Ordidja di Consenso” tem em vista trabalhar para uma Guiné-Bissau democrática, estável e próspera, evoluído num ambiente de boa governação, justiça social e favorável ao desenvolvimento de uma cidadania ativa, participativa e responsável.

Quanto à missão, destaca três aspetos principais: contribuir para uma sociedade mais estável, mais coesa e próspera; facilitar uma maior integração das organizações da sociedade civil guineense no contexto da nossa sub-região, do continente africano e do mundo.

No que respeita a orientações estratégicas, Fodé Carambá Sanhá apresentou quatro eixos fundamentais, que assentam no desenvolvimento institucional e organizacional; participação na consolidação da paz e do Estado de direito democrático e participativo; promoção de ações de desenvolvimento sustentável, focalizadas nas dimensões ambiental, económico e social; A par de Fodé Carambá Sanhá, pretendem liderar o movimento da sociedade civil, Fodé Mané e Osvaldo Nanque, com a comissão organizadora do congresso, ainda sem data marcada, a indeferir, numa primeira fase, a candidatura dos dois últimos, considerando que não reúnem os requisitos exigidos.

Ibraima Sori Baldé

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