“não havendo eleições, a crise vai continuar” PM

O Primeiro-Ministro apelou aos dirigentes do país no sentido de promoverem conversações sérias e francas de modo a que seja encontrada uma solução para a saída da crise vigente.

O apelo foi conhecido após a sua visita às instalações da Rádio Difusão Nacional (RDN), nesta semana, na companhia do ministro da Comunicação Social, durante a qual foram informados sobre o dia a dia desta estação emissora, sobretudo depois da atribuição pelo executivo de novos materiais informáticos.

Umaro Sissoco Embaló aproveitou a ocasião para revelar o quanto se sente envergonhado pelo facto de ver países, que nada têm para ensinar aos guineenses, estarem a apelar ao diálogo.

Segundo Sissoco Embaló, a saída da crise política passa pela organização de eleições legislativas ou, então, pela dissolução da Assembleia Nacional Popular, embora o Presidente não queira enveredar por essa solução.
“Não havendo eleições, a crise vai continuar, independentemente de quem for primeiro-ministro”, defendeu Embaló.

Mesmo que se nomeie para chefe do Executivo
Augusto Olivais ou João Fadia, ou, ainda, se eu me mantiver no cargo, esta situação vai continuar.
O Primeiro-Ministro assegurou não se sentir ameaçado no cargo por, até ao momento, continuar a merecer confiança do Presidente da República e da maioria dos deputados no parlamento.
Umaro Sissoco Embaló afirmou que, por não ter sido eleito através do voto popular, no dia em que se sentir que já não merece a confiança dos que o colocaram no poder, abandonará pura e simplesmente o cargo.
“Não sou alguém de ser demitido. Eu mesmo saio pelo meu pé”, garantiu Embaló.

 

Julciano Baldé

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