Mulheres vendedeiras exortam para regulamentação do preço de pescado no mercado

O ministro das Pescas e Economia Marítima, Orlando Mendes Viegas, e os seus diretores-gerais, mantiveram na passada terça-feira, dia 13 do corrente mês, um encontro com a Associação das mulheres vendedeiras de peixe, cujo objetivo visa regulamentar o preço do pescado no mercado.

Durante o encontro o diretor-geral das Pescas, Alcibíades Alves Gomes dos Santos disse que o novo protocolo de acordo com a União Europeia o Governo está a exigir que os barcos passam a fazer descarga do pescado no país, e o volume vai aumentar e, minimamente, os guineenses vão poder conseguir peixe.

Gomes dos Santos, afirmou que estão a fazer um bom trabalho, segundo a negociação de Las Palmas chegaram outros acordos, nomeadamente a instalação da câmara de conservação do pescado em Uracane, Bubaque que já está quase na fase de finalização, que vai permitir os pescadores artesanais comprar gelo sem necessidade de se deslocarem a Bissau. Este bom trabalho implica, sucessivamente, atingir todas as regiões.

“Sabemos que as mulheres vendedeiras estão a lutar e serão atacadas por causa do “tamanho dos peixes” (compreenda-se peixes pequenos e grandes, exigidos por certos clientes) compreendemos esta ultrapassável situação”.

Este responsável exortou as vendedeiras no sentido de colaborarem para que a situação se normalize no mercado, e que o sonho seja uma realidade.

Questionado sobre o que está na origem da falta do pescado no mercado, Alcibíades dos Santos, respondeu que existem várias justificações: é devido a temperatura que permite o afastamento do pescado, a falta do desembarque entre outros, porque a nível de pesca industrial estão a imprimir o rigor, exatamente porque existe o despacho nº2 que exige o investimento interno, por exemplo a câmara de conservação.

Sob pena de quem não cumprir com as suas obrigações não recebem as licenças.

E o ministro tem estado a trabalhar, no sentido de priorizar, pelo menos, para que o peixe chegue a todas as regiões.

Por sua vez, o diretor do serviço da Indústria Mutaro Mulai Baldé aconselhou as vendedeiras no sentido de denunciar, eventualmente, certos maus procedimentos na distribuição do pescado porque, às vezes, ouve muitas especulações que não correspondem com a realidade.

Chegou a hora de pedir ao ministro no sentido de se sentar com o Governo, no sentido de adquirir uma frota de pesca a fim de colmatar a inexistência do pescado.

Em nome das mulheres vendedeiras de peixe, a vice-presidente da AMAE, Adama Djaló, pediu a união no seio das mulheres, porque agora existem diferentes associações e exortou-as no sentido de se organizarem como antes.

Adama solicitou ao ministro das Pescas no sentido de regulamentarem um único preço do peixe no mercado, e falar também com os armadores no sentido de diminuir o preço do pescado.

Néné MBó afirmou que o Estado não quer ajudar as mulheres guineenses como se faz em outros países, porque se arranjarem um ou dois barcos de pesca, porque torna-se difícil a compra e manutenção de uma frota pesqueira, certamente que, bem geridos não haverá problemas de peixe no mercado.

A Associação é para unirem esforços, mas há grupos que recebem 30 toneladas, outras 10 toneladas é muito triste e lamentável essa situação.

Texto e foto: Adelina Pereira de Barros

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