Ministro do Interior apela maior isenção dos agentes na gestão de conflitos

O ministro de Estado e do Interior apelou, no dia 19 de julho, aos oficiais superiores, subalternos e praças, no sentido de saberem lidar com os diferendos entre o PAIGC e o chamado grupo dos 15, pedindo ainda ao Comando da Polícia que garanta a segurança a quem pedir proteção.

Botche Candé disse que o papel dos agentes é de maior isenção na sua atuação, bem como garantir segurança a qualquer pessoa e instituições no país que vierem a apelar por proteção, uma vez que se encontram no cumprimento de uma missão de Estado e não de A ou B.

Este governante explicou ainda, que a direção do PAIGC, ao  deslocar-se ao Setor de Mansabá, entregou um pedido no Ministério do Interior no intuito de garantir a segurança para os seus membros durante as atividades que iria desenvolver nessa zona Norte do país, mais concretamente na Região de Oio, tendo o Ministério colocado uma força de proteção para garantir a segurança requerida por aquele partido político.

“Assim como temos o dever de assegurar proteção ao grupo dos 15 em qualquer parte do território nacional, bastando para isso solicitar a nossa presença para garantir o desenrolar da sua atividade.”

De acordo com o ministro de Estado e do Interior, “não vejo motivo para que as partes tenham entrado em confronto, até ao ponto de proferirem ameaças de utilização de armas de fogo, porque isso é muito grave.

Neste sentido, Botche Candé, visivelmente irritado, acusou os agentes colocados em Mansabá de se terem mostrado muito passivos perante a confrontação das partes desavindas, permitindo que um grupinho andasse a queimar pneus e arremessando catanas contra elementos do PAIGC.

Sobre a passividade dos agentes, o ministro ordenou a transferência imediata dos agentes policiais colocados em Mansabá, por não terem cumprido a missão e as orientações dos superiores hierárquicos.

Botche não ficou por aqui e ameaçou aplicar sansões a todos os responsáveis policiais que, no futuro tiverem idêntico comportamento como os de Mansabá. Pediu ao secretário de Estado da Ordem Pública para acompanhar os trabalhos dos responsáveis colocados no interior do país, para que isso não volte a repetir-se.

 Texto e foto: Fulgêncio Mendes Borges

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