Ministro da Economia e Finanças destaca esforços empreendidos na gestão de Tesouro Público

João Alage Fadia diz que FMI constatou avanços significativos na economia nacional

O ministro da Economia e Finanças focou a sua intervenção em cinco capítulos, entre os quais a gestão do Tesouro Público, onde o Governo tem feito um tremendo esforço, principalmente com o pagamento atempado de salários, além de assegurar outras despesas como a alimentação nos hospitais e centros prisionais.

Ainda sobre a gestão do Tesouro Público, João Alage Mamadu Fadia, que falava durante a conferência conjunta com o Primeiro-Ministro e outros membros do governo, falou da dívida herdada de cerca de 90 biliões de francos CFA mas que, atualmente, conseguiu-se baixá-la para 77 mil milhões. Isto demonstra algum trabalho que está a ser feito.

No capítulo das relações bilaterais e com instituições financeiras internacionais, Alage Fadia disse que é do conhecimento de todos que o programa com o Fundo Monetário Internacional, que tinha sido suspenso, foi retomado em dezembro de 2016 aquando da realização das primeira e segunda avaliações. E, em maio último, com a execução da terceira avaliação, o FMI concluiu que houve avanços significativos na economia nacional.

Em relação ao Banco Mundial, o ministro da Economia e Finanças informou que, neste momento, foram aprovados três grandes programas: o primeiro aconteceu com a amaragem do cabo submarinho que vai beneficiar o setor das telecomunicações; o segundo tem a ver com o programa de emergência de fornecimento de água potável e eletricidade; o terceiro é um programa estratégico com duração de quatro anos, orçado em 90 milhões de dólares, totalizando os programas assinados com esta instituição bancária na ordem de 140 milhões de dólares.

Estamos a avaliar com o Banco Africano de Desenvolvimento a situação do financiamento da construção da estrada que liga Quebo a Boké, uma estrada considerada transnacional, o que demonstra de que com o BAD todos os programas estão bem encaminhados.

Quanto ao BOAD, João AlageMamadu Fadia disse que já tem dois projetos assinados com essa instituição financeira regional. Um desses projetos é a conclusão do financiamento da construção da estrada que liga Buba a Catió, assim como outro ligado ao transporte da eletricidade da barragem de Caleta para o nosso país.

Com o BADEA (Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África) conseguimos negociar o fornecimento de um grupo de geradores com capacidade de 22 megas. Portanto, se tudo correr como está previsto, Bissau vai definitivamente ultrapassar o problema da falta de luz. Este banco vai ainda financiar, a título de donativo, a compra de painéis de iluminação para a Região de Biombo orçada em 500 mil dólares.

No terceiro capítulo, Fadia disse que, com as receitas internas arrecadadas, dispõe já de uma soma acima dos 400 milhões de francos CFA para investir na Educação, o que vai melhorar a cobertura de algumas escolas e as vedações que as circundam.

No setor da Saúde, principalmente no Hospital Nacional Simão Mendes, estão a desenvolver-se trabalhos de ampliação do Serviço de Urgências, a reparação da cozinha, bem como a construção de uma esquadra de Polícia.

No que concerne a infraestruturas rodoviárias, o ministro das Finanças disse que vão melhorar a estrada que liga Farim a Bigene. A nível de Bissau, vão ser reabilitadas algumas avenidas e ruas como forma de tornar mais rápida e facilitada a circulação.

Segundo Fadiá, o Governo financiou a compra de sementes agrícolas para os camponeses de diferentes setores, com vista a aumentar a produção nacional.

No quarto dos capítulos, este governante realçou que este Governo, desde a sua tomada de posse e até hoje, não mexeu na taxa aduaneira cobrada aos importadores e exportadores, continuando a respeitar a tabela existente há já vários anos.

Para fazer face à subida de preço do arroz no mercado, Fadia disse que foi obrigado a baixar algumas taxas, mesmo que isso venha a refletir na quebra das receitas do Estado.

O último dos capítulos tem a ver com a elaboração de uma nova tabela salarial para os trabalhadores do Estado, cujos trabalhos estão a ser desenvolvidos por uma equipa já constituída.

 

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