Ministério da Saúde prepara plano para suprir dificuldades

A secretária de Estado da Administração Hospitalar, Maria Inácia Có Mendes Sanhá, visitou no dia 3 deste mês, alguns centros de saúde da capital, Bissau. O objetivo era constatar a real situação com que as unidades sanitárias transitaram o ano de 2017, visando estabelecer um plano estratégico de ações para 2018, em fazer face às exigências de saúde pública.

Tratam-se dos centros de saúde urbanos de Antula e de Luanda e os hospitais de referência nacional, Raoul Folereau e Centro de Reabilitação Motora.

A secretária de Estado da Administração Hospitalar disse estar satisfeita pelas condições higiénicas e o engajamento dos técnicos de saúde no atendimento de pacientes.

“Vamos apresentar à mais alta estrutura do Ministério da Saúde as dificuldades constatadas e juntos delinearmos estratégias para colmatar os obstáculos existentes na medida do possível”, disse a governante.

Maria Inácia Có Mendes Sanhá afirmou que o Governo não está em condições de resolver todas dificuldades a nível da saúde. Porém, o ministério de tutela, depois de identificar, vai traçar as necessidades prioritárias e urgentes, resolvendo-as paulatinamente.

O Centro de Saúde do Bairro de Antula foi a unidade sanitária onde a comitiva iniciou a visita. Neste centro sanitário, de categoria tipo B, constata-se um aspeto físico agradável das instalações. Entretanto, os técnicos locais apresentam algumas dificuldades de ordem material para fazer face aos desafios.

Depois de Antula, a comitiva seguiu para o Bairro de Luanda. Ali, em “off”, os profissionais falaram da necessidade de ampliar o centro local, tendo em conta o número da população que diariamente a ele se dirige, sobretudo nos meses de outubro e novembro em que se regista maior frequência de epidemias palúdicas e diarreicas.

Um dos hospitais de referência a nível nacional, o Raoul Folereau, especializado em tratamento da tuberculose, também mereceu a prioridade da governante para a constatação do seu funcionamento.

O Hospital Raoul Folereau tem capacidade de internamento para 108 pacientes. Devido à complexidade e resistência da doença de tuberculose, os doentes levam entre 60 e 90 dias de medicação para tratamento ambulatório.

Segundo depoimentos dos técnicos, esta unidade hospitalar alberga doentes não só infetados a nível nacional, mas também alguns pacientes que vêm das vizinhas Repúblicas do Senegal e da Guiné e, até, de outros países da sub-região oeste africana.

Finalmente, as visitas de constatação da secretária de Estado da Administração Hospitalar terminaram no Centro de Reabilitação Motora, sito no Bairro de Quelelé.

É preocupante ver o elevado número de indivíduos, entre jovens, idosos e crianças que sofreram de AVC (acidente vascular cerebral) vulgarmente conhecida por trombose.

 

Texto e foto: Aliu Baldé

 

 

 

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