Ministério da Saúde empenhado na erradicação de doenças tropicais

O presidente da Câmara Municipal de Bissau, em colaboração com o Ministério da Saúde, reuniu-se ontem com diferentes parceiros sociais, nomeadamente os media e associações de base comunitárias, ministério da Educação entre outras, para sensibilizar e mobilizar a população para o combate a doenças tropicais negligenciadas (DTN), com o objetivo de controlar e eliminar as endemias e garantir saúde e o bem-estar a toda a população.

O presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), Baltazar Tavares Sanches, prometeu acabar com o lixo no país.

Sanches, disse que para combater essas doenças perigosas precisa-se de apoio de toda a população. Graças a Deus, os doadores internacionais já ofereceram medicamentos para combate essas doenças perigosas, mas agora é preciso sensibilizar as populações que têm o dever e a obrigação de tomar os medicamentos para que, no futuro, essas endemias não atinjam a sociedade.

A Câmara Municipal de Bissau vai dar todo o apoio na sensibilização da população que deve tomar esses medicamentos, porque são os cidadãos dos outros países que contribuem com os seus impostos para que possamos ter esses medicamentos à nossa disposição.

“Vamos ajudar a combater a acumulação de lixo, organizarmo-nos melhor com vista a evitar a propagação de doenças, que é extramente perigoso para a nossa saúde. Devemos todos colaborar para que erradiquemos de vez essas doenças da nossa sociedade”, rematou

Sanches continuou a exortar a população e a comunicação social no sentido de colaborarem e sensibilizarem a sociedade para a erradicação de doenças.

Por sua vez, o diretor dos serviços de doenças transmissíveis e não transmissíveis, Cristóvão Manjuba, disse que o Ministério da Saúde está, neste momento, a preparar uma campanha de distribuição de medicamentos, que terá lugar, em princípio, no mês de novembro. Os parceiros de cooperação têm ajudado no combate e prevenção de certas doenças tropicais negligenciadas.

Manjuba disse, ainda, que a nossa região africana regista 17 doenças tropicais negligenciadas (DTN), afirmando que a Guiné-Bissau assinala, neste momento, sete dessas enfermidades, com destaque para a filariose linfática, tradicionalmente conhecida por cantimbom; a oncocercose (uamisirem), localizada no Leste da Guiné-Bissau; a geolmentíase, parasitas que se instalam no organismo das populações; a gestasoma, que faz com que as crianças urinem sangue, atacando sobretudo os adultos quando nadam em cursos de água doce; a raiva e a lepra.

Este responsável informou que, no ano passado, Bissau realizou pela primeira vez a campanha de distribuição para combater a filariose linfática mas que, infelizmente, não se obteve o resultado que se esperava segundo a meta definida. A capital do país teve uma cobertura de 53 por cento. Sabemos que capital é capital e que tem certas particularidades, não só pela extensão do seu território mas também pela própria urbanização um pouco complicada, assim como pelas diferenças no aspeto social dos seus habitantes. Tudo isso tem contribuído para que haja uma baixa cobertura em assistência médica, dada a fraca colaboração das pessoas.

Porque não faz sentido serem distribuídos medicamentos de forma gratuita, medicamentos provenientes dos nossos parceiros de cooperação; gastos de fundos em campanhas de sensibilização e, no fim, lamentavelmente, não se registam resultados satisfatórios.

No ano que decorre vai haver uma cobertura a todo o território nacional, atingindo as três regiões que faltaram neste ano, com vista a controlar e eliminar essas doenças, objetivo principal para garantir a saúde para a população.

O membro da equipa das doenças tropicais negligenciadas, bucodentárias e noma, Filomeno Fonseca, pediu o engajamento as autoridades e chamou a atenção das comunidades no sentido de sensibilizar as populações a colaborarem na campanha de vacinação contra essas doenças.

Segundo Fonseca, a única medida de prevenção destas doenças é cumprir com os conselhos dos técnicos da saúde e tomar os medicamentos recomendados.

Texto e foto: Adelina Pereira de Barros

 

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