Militares e paramilitares debatem política do ambiente e desenvolvimento sustentável

Militares e paramilitares encontraram-se nesta quarta-feira naquilo que é a segunda reunião da defesa e segurança para discutir o draft da política nacional do ambiente e desenvolvimento sustentável.

Em novembro do ano passado, a primeira reunião tinha sido realizada para que as forças de defesa e segurança pudessem contribuir para o enriquecimento do documento em causa. Agora, reencontram-se com a equipa dos consultores que está a elaborar a política nacional do meio ambiente para a sua restituição.

Em declarações à imprensa, o major Manuel da Costa, diretor-geral de Monitorização de Produção das Forças Armadas garantiu que os militares e paramilitares podem dar contribuições válidas ao documento, a começar pela parte da segurança à floresta e, depois, a da defesa para garantir que os recursos nacionais não sejam delapidados.

“Uma das contribuições dos ministérios da Defesa e do Interior é no domínio de repovoamento florestal. Temos um projeto denominado “10 milhões de árvores”, que queremos implementar, em parceria com o IBAP e a UICN”, referiu, lembrando que durante o período de transição, entre 2012 e 2014, houve uma devastação das florestas e, para que se possa repovoá-las é preciso que todos contribuam.

Aquele oficial militar, igualmente ponto focal da sua instituição junto do Ministério do Ambiente, indicou que o referido projeto já está em marcha, tendo sido começado com a construção de fogões melhorados em quase todas as unidades militares, faltando apenas fazer o mesmo nas esquadras da polícia.

Adiantou que ainda não arrancaram com a parte do projeto que requer financiamento, por falta de fundos. Mas os trabalhos que podem ser feitos sem grandes investimentos já começaram desde o ano passado.

Mamadu Badji, consultor da política nacional do ambiente e desenvolvimento sustentável informou, por seu lado, que esse é um documento orientador para a exploração dos recursos naturais do país, a preservação do meio ambiente e para o crescimento económico sustentável. Disse que o mesmo procura estabelecer um equilíbrio entre o económico, social e o ambiente.

A seu ver, a Guiné-Bissau é potencialmente rica em recursos naturais e biodiversidade e o país tem conhecido progresso neste sentido. “Temos uma vasta zona de áreas protegidas e há uma consciencialização de certo grau elevado e temos que potencializar isso, fazendo um desenvolvimento verde. Temos essa vantagem natural e comparativa”, sublinhou.

Na sua opinião, a potencialidade natural que o país dispõe tem que ser convertido de uma forma equilibrada “sem destruir, sem poluir, sem criar problemas, mas elevar o nível de vida da sociedade guineense”, porque temos que ter o bem-estar e segurança alimentar.

Ao presidir a abertura dos trabalhos, o presidente do Instituto da Defesa Nacional (IDN) também falou do projeto “10 milhões de árvores”.

O General Augusto Mário Có afirmou que enormes efeitos positivos são esperados destas novas orientações, a saber: a luta contra a degradação da terra; a melhoria das condições de vida, sobretudo nos quartéis e da moral das tropas; oportunidades de formação e conversação; ações que contribuam para a construção de uma imagem positiva das forças de defesa e segurança, entre outros.

E para uma correta utilização dos recursos nacionais na prevenção e combate a ameaças ambientais, o presidente do IDN garantiu que a defesa nacional compromete-se a: articular o seu dispositivo para criar capacidade de resposta aos possíveis atentados ao ecossistema guineense, estabelecendo padrões eficientes de ajuda e intervenção; propor a criação de um quadro legal e penal destinado a punir crimes ambientais; colaborar com as autoridades internacionais na aplicação dos princípios e regras virados à preservação da qualidade de vida e da correta exploração e utilização dos recursos naturais.

 Ibraima Sori Baldé

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