Líder do PAIGC reage à posição do PR sobre campanha de caju

O líder do PAIGC disse que o facto de o Presidente da República afirmar que não promulgou o decreto governamental que veda aos exportadores estrangeiros comprar a castanha de caju junto dos produtores não iliba a José Mário Vaz de ser responsabilizado pelas consequências.

“O povo não espera que o Presidente da República diga eu não fiz isto, mas sim, espera ouvir do Chefe de Estado declarações claras e objetivas, ou seja, fiz isto e penso fazer isto”, disse Domingos Simões Pereira.

Ainda sobre o decreto do Executivo sobre a comercialização da castanha de caju sob proposta do ministro do Comércio, emitido em março último, Domingos Simões Pereira disse que só se esperava do Presidente da República duas coisas: promulgar ou vetar.

Na ausência das duas prerrogativas, Simões Pereira considerou que o Chefe de Estado está a convocar um fator terrível para o exercício da economia do país.

O elemento considerado grave para o líder do PAIGC tem a ver com o alegado pedido de suspensão da venda de caju por parte dos produtores para renegociações sobre o assunto. “Negociar o quê e com quem?”, interrogou.

O ex-Primeiro-ministro lembrou que o Presidente evocou corrupção para demitir o governo que liderava, baseando na informação fornecida e que hoje se dá conta que ele teria sido enganado pela deturpação das tabelas financeiras. Por isso, Simões Pererira entende que  há que responsabilizar pessoas mas também se não houver deturpação dessas tabelas então que o Chefe de Estado assuma as suas responsabilidades.

Domingos Simões Pereira disse que todas as acusações de que foi alvo pelo Presidente da República vieram a confirmar-se falsas, através do relatório da comissão parlamentar de inquérito que esclareceu que o então chefe do governo não esteve envolvido em nenhum indício de corrupção.

Eleições inadiáveis em 2018

Entretanto, Simões Pereira exigiu respeito pelo calendário eleitoral existente (legislativas de 2018) e não executá-lo em função da conveniência de uns ou de outros.

“Na democracia há uma periodicidade fixa para o povo revalidar ou alterar o mandato que dá aos políticos. Se houver desrespeito pelo calendário eleitoral os infratores serão política e judicialmente responsabilizados”, advertiu.

Texto e foto: Aliu Baldé

 

 

 

 

 

Print Friendly
Siga nos nas redes socias:
partilhar isso?

Deixar uma resposta

Todos direitos reservado JORNAL NOPINTCHA 2016