Jovens empresários preocupados com burocracia na aquisição de crédito

A Associação Nacional dos Jovens Empresários da Guiné-Bissau (ANJE-GB), em parceria com o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), promoveu, no dia 6 do corrente mês, o seminário de sensibilização e informação sobre o Bureau de Informação sobre o Crédito (BIC) para os seus associados.

Um dos objetivos do BIC, visa monitorizar e introduzir as simetrias de informações entre os protagonistas do mercado de crédito com vista a melhoria do acesso dos serviços financeiros da comunidade.

Na ocasião, Luís Amílcar da Mata Sambu, presidente da ANJE-GB, realçou a importância do seminário para os associados uma vez que carecem de informações que facilitam os jovens empresários e pequenas e médias empresas na monitorização do crédito. “A aquisição do crédito no país constitui uma enorme preocupação, se não mesmo, uma dor de cabeça para os jovens empresários. Há muita burocracia no processo de concessão de crédito e dificilmente beneficiam os das pequenas e médias empresas”, concluiu o presidente da ANJE-GB. Exortando os associados a prestarem a máxima atenção nos conteúdos e que explorem bem todas as informações.

Por sua vez, Wilson Cardoso, em representação da direção do BCEAO, disse que as principais vantagens do BIC para o cliente é de melhorar a sua reputação, facilitá-lo no processo de acesso ao crédito, num custo reduzido e tem menos exigências em termos de garantias. Para o diretor do estabelecimento de crédito disse que este constitui um instrumento eficaz de análise da avaliação de riscos que permite antecipar o sobreendividamento do cliente. A nível da economia nacional, garantiu que o mesmo contribui na melhoria de financiamento dos agentes económicos.

A propósito, disse que a estação bancária que ora representa dá uma importância crucial ao reforço da estabilidade financeira e a promoção de financiamento da economia dos Estados membros. A este respeito, revelou a criação e implementação de vários projetos no seio da UEMOA, em 2013, entre os quais o BIC.

Segundo este representante da direção do BCEAO, o BIC recolhe junto dos organismos financeiros, fontes públicas e grandes faturantes, como da água, eletricidade e telefones, os dados disponíveis sobre antecedentes de créditos com o pagamento dos seus clientes. Estas informações são exploradas para fornecer aos estabelecimentos de créditos para os relatórios de solvabilidade detalhada.

No entender do Wilson Cardoso, a melhoria do clima de negócio ficou registado negativamente com a intensa degradação da carteira de créditos dos bancos devido, sobretudo, à ausência de informação financeira dos clientes. Nesta ordem de ideias, defendeu que a implementação eficaz do BIC necessita imperativamente do esforço de todos os atores implicados.

 

Texto e foto: Nelinho N`Tanhá

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