Jomav adverte que “governar é resolver os problemas da população”

O Presidente da República, José Mário Vaz, advertiu esta segunda-feira, 28 de agosto, que governar não é sentar-se no gabinete a falar, mas sim é resolver os problemas da população.

Citado pelo jornal “O Democrata”, o Chefe de Estado acrescenta ainda que os governantes têm obrigação de estar constantemente no campo para acompanhar a população nas suas dificuldades e sofrimento.

José Mário Vaz falava à imprensa depois de ter visitado bolanhas situadas entre tabanca de Rotchum Morna e Jugudul kom no setor de Nhacra, onde 11 tabancas cultivam arroz em jeito de solidariedade com a população afetada com a inundação. Vaz disse que a situação na bolanha inundada requer uma intervenção mais rápida possível do governo a fim de salvar muitas toneladas de arroz.

“Não tenho nada de inventar. O nosso saudoso Amílcar Cabral dizia sempre que economia da Guiné-Bissau está na agricultura, de maneira que devemos seguir as suas palavras. Vim com o ministro da Agricultura e outros membros do governo solidarizar e dar garantias à população das bolanhas inundadas, que vou falar com chefe do governo no sentido de intervir e rapidamente enviar tubos que vão ser colocados para permitir a saída da água e não perdermos muitas toneladas de arroz. Portanto, é urgente resolver problema da inundação e aliviar sofrimento da população das tabancas afetadas”, assegurou José Mário Vaz.

Em nome da população das bolanhas inundadas, Wam Yanna Bidané explicou que a inundação tem a ver com a estrada improvisada no meio da bolanha.

“Queremos aproveitar esta ocasião para informar a José Mário Vaz da situação de setor de Nhacra. Não temos liceu público, temos uma esquadra policial aqui sem viatura, temos centro de saúde sem ambulância que possa ajudar na evacuação de doentes, administração está sem corrente elétrica e muito menos mercado. Portanto, esperamos que o Chefe de Estado use a sua influência no sentido de resolver estes problemas, mas de imediato é a bolanha”, alertou Wam Yanna Bidané.

De referir que, neste momento, os populares das 11 tabancas do setor de Nhacra estão impossibilitados em prosseguir com os trabalhos de transplantação de arroz, devido às fortes chuvas que inundaram os seu campos de lavoura.

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