“Incumprimento do tarifário de 150 francos CFA fixado por lei prejudica a empresa Transáfrica”

O administrador da empresa de transportes coletivos de passageiros (Transáfrica GB) afirmou que a não aplicação do tarifário legal de 150 francos CFA no percurso Aeroporto-Matadouro nos autocarros e toca-tocas dificulta a rentabilidade da sua firma.

António Rodrigues Soares, em entrevista exclusiva à ANG sobre o balanço de um mês de circulação dos seus autocarros na capital Bissau, disse que o tarifário de 100 francos CFA cobrados atualmente no trajeto Aeroporto-Matadouro é inexistente por lei.

“É uma prática que foi implementada, não sei por quem. Mas os transportes toca-tocas aplicam essa tarifa e os autocarros são obrigados a fazer os mesmos. É claro que isso se torna num prejuízo evidente porque estamos a cobrar um valor de 50 por cento à menos o que é muita diferença”, explicou.

Aquele responsável sublinhou que outra dificuldade com que se depara a empresa tem a ver com a falta de autorização da Câmara Municipal de Bissau para a instalação de abrigos para os passageiros e a sinalização de paragens de autocarros.

“Os nossos clientes-passageiros reclamam a inexistência de abrigos de carga e descarga. Isso é uma situação em que a Câmara Municipal não deu ainda resposta favorável, não obstante termos já entregue o pedido”, informou.

António Rodrigues Soares afirmou que a empresa conseguiu transportar pouco mais de 75 mil passageiros no mês de junho findo.

“Temos a intenção de continuar a aumentar a nossa frota de autocarros. Contudo, isso tem que ver com a rentabilidade da empresa e o cumprimento dos tarifários”, informou.

Perguntado sobre o que os clientes podem esperar da Transáfrica nos próximos tempos, o administrador disse que é a “continuidade dos serviços prestados e melhorias em termos de cumprimento rigoroso dos horários entre outros”.

“Outros constrangimentos que se verifica nas estradas têm a ver com a concorrência desleal porque outras empresas detentores de autocarros violam e regulamento do transporte público e os serviços competentes em vez de resolverem a situação ficam impávidos”, lamentou.

A Transáfrica GB dispõe atualmente de 30 autocarros para os transportes de passageiros, sendo 17 urbanos e 13 interurbanos e conta com cerca de 80 trabalhadores.  

ANG

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