Governo quer travar «subida galopante» dos preços

O Governo da Guiné-Bissau manifestou preocupação com a subida «galopante» dos preços dos bens de primeira necessidade no país e pediu «medidas urgentes» para travar a onda de especulação.

Em comunicado divulgado à imprensa e que a Lusa teve acesso, referente à reunião do Conselho de Ministros, realizada na quinta-feira, o Governo «exortou os departamentos concernentes no sentido de analisarem a situação e adotarem, com urgência, medidas corretivas para suprir a onda de especulação dos preços, atenuando assim o sofrimento do povo».

Em causa está a subida dos preços dos bens de primeira necessidade, principalmente do arroz, base alimentar dos guineenses.

No início de junho, a Associação dos Consumidores de Bens e Serviços da Guiné-Bissau já tinha pedido ao Governo para regular os preços dos bens de consumo de primeira necessidade.

Segundo a associação, a partir do mês do abril, o preço de um saco de 50 quilogramas de arroz aumentou de 16.500 (cerca de 25 euros) para 17.500 francos cfa (cerca de 26 euros) e o óleo alimentar era a 17.500 (cerca de 26 euros) e está a 22.500 francos cfa (cerca de 34 euros).

«O que se assiste ao nível do mercado é uma especulação dos preços de alguns produtos de primeira necessidade. É uma especulação porque não houve novos aumentos de novos impostos pelo Governo ou na Assembleia Nacional Popular», disse Bambo Sanhá, secretário-geral daquela associação.

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