Governo pede «seriedade» a funcionários públicos envolvidos na campanha do caju

O ministro do Comércio, Victor Mandinga, pediu «patriotismo e seriedade» aos funcionários do Guichet Único, balcão para pagamentos fiscais, aduaneiros e resolução de assuntos burocráticos relacionados com a comercialização da castanha de caju.

«Contamos com a competência da equipa do Guichet Único; contamos com a vossa seriedade e patriotismo, porque a perda de receita significa menos hospitais, menos luz, menos escolas e menos capacidade para pagar salários», afirmou o ministro.

Sublinhando que a campanha de caju é uma das principais fontes de receita do país, Victor Mandinga recordou que, entre 2014 e 2015, mesmo com controlo montado, saíram da Guiné 20 mil toneladas de caju, «sem qualquer pagamento ao Estado, o que equivale a 1200 contentores de caju», disse.

O ministro disse ainda que a situação melhorou em 2016, mas pediu para 2017 «tolerância zero».

«Não pode, em 2017, nenhum contentor, nem um saco a granel, sair sem que o exportador pague todos os direitos aduaneiros, fiscais e portuários», afirmou.

Segundo dados do executivo de Bissau, entre 20 e 40 mil toneladas de caju atravessam ilegalmente as fronteiras.

Abola

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