Governo e empresa Transafrica vão fazer chegar 20 autocarros a Bissau

Para preencher o vazio deixado pela antiga empresa pública de transporte coletivo, urbano e interurbano denominado “Siló Diata”, o Governo, através da Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres, em colaboração com a empresa privada TRANSAFRICA GB.BUS vai colocar na cidade de Bissau, nesta primeira fase, 20 autocarros na linha do aeroporto.

O lançamento da primeira carreira vai acontecer no dia 28 de maio, conforme explicou o diretor-geral da Viação. Bamba Banjai, numa conferência de imprensa, realizada no dia 4 do corrente mês. Nesta primeira fase somente a linha do aeroporto estará operacional.

A Guiné-Bissau dispunha de transporte coletivo, urbano e interurbano anos após a independência, ou seja de 1978 a 1980 a empresa pública “Siló Diata” foi à falência com a então crise política e económica vigente no país.

E foi nesta altura também que o Governo criou uma legislação sobre transportes urbanos e interurbanos, tudo isso, era para regular a circulação nas vias rodoviárias do país.

Com o desaparecimento desta empresa, houve uma vacatura que levou ao surgimento de várias empresas de transportes mistos para fazer face ao problema de circulação de pessoas e bens em diferentes localidades.

Bamba Banjai disse que mesmo com o aparecimento de inúmeras empresas no setor, ainda continua a existir um vazio relativo. Facto que motivou o Governo a buscar a solução junto da empresa TRANSAFRICA para fazer face a esta situação de mobilidade dentro da capital e posteriormente para interior do país.

Na explicação deste responsável, na tentativa de responder a este desafio ou vazio existente, levou a não criação de uma legislação própria para regular a área, o que levou a cada empresa ou proprietários das viaturas a escolher a rota de sua preferência.

O diretor-geral da Viação e Transportes Terrestres informou que quase 95 por cento de transportes mistos e urbanos não dispõem de condições adequadas para o efeito, porque são adaptados.

“Em consequência, o Governo entendeu que é urgente criar condições para os cidadãos do centro da cidade. Foi nesta perspetiva que surgiu a ideia de negociar com esta empresa para proporcionar aos citadinos de Bissau melhor condições de mobilidade”, esclareceu.

Ainda segundo este dirigente, depois da capital, vai tudo fazer para que dentro de cinco meses sensivelmente o interior do país beneficie destes transportes, como forma de retribuir dignidade aos utilizadores de transportes, bem como diminuir inúmeros acidentes nas estradas.

Bamba Banjai disse que as crianças e as pessoas da terceira idade terão uma redução de 50% pela utilização destes transportes. Mas salientou que não vão acabar com os transportes urbanos de Bissau, conhecidos como “toca-tocas” porque, de facto, são estes que ao longo de anos facilitam a mobilidade das pessoas.

Entretanto, garantiu que em nenhum momento vão pôr em causa os direitos que assistem os proprietários destes meios.

Aproveitou a ocasião para anunciar que dentro de pouco tempo vai entrar em vigor um novo Código de Estrada, adaptado às leis existentes no espaço da UEMOA, que permitirá segurança e transparência no trânsito.

Alfredo Saminanco

 

 

 

 

 

 

 

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