FMI felicita Ministério das Finanças pelo controlo das despesas públicas

O ministro da Economia e Finanças, João Alage Mamadu Fadia, anunciou no dia 11, em conferência de imprensa conjunta, a aprovação pelo Banco Mundial de três programas macroeconómicos num espaço de seis meses, enquanto o Fundo Monetário Internacional felicita o rigor e as medidas de controlo das despesas.

João Alage Mamadu Fadia disse que esta terceira aprovação do desempenho macroeconómico resultou em desembolso de 4,1 milhões de dólares a favor da Guiné-Bissau, o que leva a desembolsos totais acordados no valor de 15,2 milhões de dólares.

A conferência de imprensa antecedeu os trabalhos da reunião regular do Comité de Tesouraria (CT) do Ministério das Finanças, realizada às terças-feiras, em que o Presidente da República, José Mário Vaz, presenciou por alguns minutos enquanto membro observador, tendo o Chefe de Estado declinado o convite para presidir à reunião.

Os referidos programas económicos dizem respeito à aquisição de um cabo submarino para a melhoria da internet na Guiné-Bissau, orçado em 25 milhões de dólares, um adicional ao programa de urgência para o setor da energia e água, igualmente no valor de 25 milhões de dólares e, por fim, foi validado o Quadro de Parceria que vai de 2018 a 2021, com o objetivo de apoiar o país na redução da pobreza e melhorar a distribuição das riquezas, cujo valor deste último não foi anunciado.

O representante do FMI na Guiné-Bissau, Óscar Melhado, felicitou o que qualificou de “bom desempenho” das atuais autoridades guineenses, sobretudo ao nível do controlo das finanças públicas.

Óscar Melhado afirmou, que “a aprovação da terceira avaliação do programa com o Governo da Guiné-Bissau não é um favor do FMI, não é gratuita, não é compaixão, senão o fruto de um trabalho rigoroso que tem sido feito nos últimos meses”, tendo felicitado com aplausos dirigidos ao ministro da Economia e Finanças.

O representante do FMI disse que os louros pelo bom desempenho económico ficaram a dever-se às decisões do Chefe de Estado, José Mário Vaz, mas também e sobretudo, pelo trabalho do ministro da Economia e Finanças, João Alage Mamadu Fadia.

Para o representante do FMI, a consolidação fiscal e o alcançar de uma boa gestão da tesouraria pública é importantíssimo na vida económica do país.

Por seu turno, a representante residente do Banco Mundial, Kristina Svensson, informou que esta instituição financeira aprovou dois projetos “importantes para a Guiné-Bissau, designadamente o de cabos submarinos para as telecomunicações, a fim de criar uma internet de melhor qualidade, mais ampla e mais barata.

O segundo programa aprovado pelo BM tem a ver com a água e produção de energia ao preço de cerca de um quarto do atual custo, ou seja, será um custo três vezes mais barato.

A representante do BM disse que a instituição aprovou, na semana passada, o seu primeiro investimento Agrobusines na Guiné-Bissau, após 20 anos, com o financiamento de três milhões de dólares para a empresa exportadora de frutas e legumes, que opera na Região de Oio, na Guiné-Bissau.

Os representantes do FMI e do Banco Mundial foram unânimes em exortar as entidades nacionais para que, a partir de agora, as autoridades transformem em “ganhos reais” para a população, sobretudo do mundo rural e no campo macroeconómico.

Entretanto, a quarta avaliação do desempenho económico do Governo realizar-se-á na segunda quinzena do mês setembro.

Texto e foto: Aliu Baldé

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