Federação de futebol acusada de corrupção por antigo dirigente

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Inum Embaló, antigo vice-presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB), afirmou ter provas de corrupção e de falsificação de documentos cometidas pelos atuais responsáveis federativos.

Numa conferência de imprensa realizada nesta quarta-feira, na sede da Liga Guineense dos Direitos Humanos, na presença de vários dirigentes do futebol guineense, Inum Embaló disse estar na posse de alegadas provas que, segundo afirma, incriminam diretamente o presidente da FFGB, Manuel Irénio Nascimento Lopes e a secretária-geral da instituição, Virgínia da Cruz.

Embaló acusa Manelinho e Virgínia da Cruz de terem gasto, alegadamente, «sem justificativo, mais de mil milhões de francos CFA (mais de um milhão e meio de euros».

O dinheiro teria sido disponibilizado à Federação pela FIFA e CAF (Confederação Africana de Futebol), mas fora utilizado em proveito próprio pelos dois dirigentes, segundo afirmou Embaló.

O antigo vice-presidente da Federação guineense de futebol foi um dos cinco candidatos às últimas eleições na instituição, ocorridas em junho de 2016. Embaló diz-se agora disposto a levar a cabo «um combate pela verdade e transparência».
«Temos provas irrefutáveis de corrupção na Federação. Ousamos avançar com estas denúncias porque o Presidente do nosso país [José Mário Vaz] disse que o medo acabou e defende que o dinheiro público deve ser bem vigiado por todos», enfatizou Inum Embaló.

Segundo o denunciante, uma investigação liderada pelo próprio durante oito meses, permitiu descobrir «elementos de corrupção e falsificação de documentos» em nome da Federação, tanto no país como no estrangeiro.

Acrescentou, ainda, que a Federação possui «uma conta bancária secreta» cujos movimentos são do conhecimento apenas de Manuel Lopes e Virgínia da Cruz.
Inum Embaló acusou, também, o procurador-geral da República, António Sedja Mam, de estar a «impedir o avanço do processo», por ter, alegadamente, avocado aos autos há mais de 40 dias, quando a lei diz que a diligência não pode ultrapassar oito dias. Para Embaló, o procurador «deve estar a tentar esconder algo».

federacao de futebol1Contactada pela Lusa, a secretária-geral da Federação guineense de futebol disse que ainda não ouviu as declarações de Inum Embaló, pelo que não pode pronunciar-se. Virgínia da Cruz prometeu uma reação da instituição logo a seguir a uma reunião do Comité Executivo.

O presidente da FFGB, Manuel Irénio Nascimento Lopes, encontra-se em missão de serviço no estrangeiro.

Abola

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