Exportadores congratulam-se com a posição do Presidente da República

O vice-presidente da Associação dos Exportadores da Guiné-Bissau (AEGB) congratulou-se com a posição do Presidente da República, que insurgiu-se contra a lei que não permite a compra direca do caju por estrangeiros junto ao produtor.

Em declarações à ANG, Fernando Flamengo disse que essas leis são ilegais, porque não foram promulgadas pelo Chefe de Estado e nem publicadas no Boletim Oficial, por isso a lei vigente é de 2005.

O Presidente José Mário Vaz confirmou na segunda-feira, à margem da cerimónia de abertura de uma escola em Prabis, Região de Biombo, que não promulgou nenhuma deliberação que proíbe os estrangeiros a comprarem a castanha de caju diretamente das mãos dos produtores nacionais.

O vice-presidente da AEGB questiona, no entanto, os motivos de estar-se a cerca de um mês a trabalhar com leis ilícitas e que só agora o Presidente da República assumir a postura de exigir a legalidade. apesar disso, Fernando Flamengo disse que mais vale tarde do que nunca.

Quanto ao preço, disse não compreender as razões do preço indicativo tornar-se numa lei, porque, segundo disse, os produtores podiam vender a castanha ao preço acordado com os comerciantes.

“Estamos num país onde a venda e procura são livres e se não há uma lei alguém pode comprar a castanha por mil ou 1.300 francos por cada quilograma”, sustentou.

Fernando Flamengo afirmou que o mais ridículo é ter um ministro que é exportador da castanha de caju, financiador e controlador ao mesmo tempo.

Print Friendly
Siga nos nas redes socias:
partilhar isso?

Deixar uma resposta

Todos direitos reservado JORNAL NOPINTCHA 2016