Ex-funcionária do “Nô Pintcha” pensa criar escola de culinária no país

A ex-funcionária do jornal “Nô Pintcha”, Ângela dos Reis, que desempenhou funções de secretária da Redação e de arquivista principal, ofereceu pequeno-almoço aos antigos colegas de serviço, em sinal de solidariedade e gratidão, com os quais separou há cerca de 16 anos.

Depois de ter visto e acompanhado outras realidades em matéria de informação nos órgãos de imprensa escrita, Ângela dos Reis é da opinião que o país está muito atrasado nessa área.

“Compreendo as dificuldades financeiras e materiais de outros jornais, mas o ‘Nô Pintcha’ é do Estado e deveria estar mais evoluído em comparação com os outros jornais. Portanto, o Governo deve criar condições necessárias para o permitir publicar diariamente”.

Ângela dos Reis manifestou a sua solidariedade para com os funcionários pelo empenho e, sobretudo, trabalhar com paciência em situações muitas vezes desumanas e difíceis. Mas disse notar progresso em alguns aspetos, nomeadamente de equipamentos.

Ângela trabalhou no “Nô Pintcha” durante 18 anos, ou seja, de 1983 a 2001, altura em que viajou para Lisboa, Portugal, para acompanhar o estudo universitário dos filhos.

Projeto de Ângela

De acordo com Ângela dos Reis, voltar a prestar serviço ao “Nô Pintcha” seria um orgulho para ela, enquanto instituição por onde começou a aprender trabalhar, mas esclareceu que o seu projeto de momento é criar uma empresa de escola de culinária, promovendo a gastronomia natural e puramente guineense.

Aspeto de confraternização

No quadro do cocktail oferecido aos colegas, estes elogiaram o paladar dos géneros alimentícios preparados por dos Reis, baseados em produtos puramente naturais e guineenses.

Ao longo da sua permanência em Lisboa durante 16 anos, Ângela dos Reis aproveitou formar-se em culinária. Agora, de regresso a Bissau, quer tornar-se a grande fornecedora de alimentos para hotéis, restaurantes e casamentos.

Aliu Baldé

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