Estabelecidas parcerias com companhias aéreas portuguesas para divulgação do destino turístico do país

Fernando-Vaz-O ministro do Turismo revelou, em entrevista à ANG que, à margem da sua participação na Bolsa de Turismo de Lisboa, rubricou acordos com as Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) e Euro Atlantic para a divulgação do destino turístico da Guiné-Bissau.

Fernando Vaz fazia o balanço da sua participação na Bolsa de Turismo de Lisboa, que decorreu de 15 a 19 do corrente mês na capital portuguesa, e considerou de positivo a presença do país no evento.

“Foi uma presença com dignidade. Temos um Stand a altura do evento e daquilo que os outros países demonstraram ao longo do mesmo”, informou.

O governante frisou que o acordo rubricado com as duas companhias aéreas portuguesas visa instituir uma parceria para trazer alguns jornalistas portugueses especialistas na área do turismo ao pais para a divulgação do destino turístico da Guiné-Bissau e em particular as ilhas de Bijagós.

“Portanto, penso que vai ser um evento mais forte a acontecer proximamente”, prometeu.

Fernando Vaz disse que assinou, igualmente, à margem da Bolsa de Turismo de Lisboa, vários acordos com diferentes empresas de guineenses que operam no estrangeiro nos domínios áudio visual e turístico.

Perguntado sobre que condições irão criar para, de facto, atrair os turistas a visitarem o país, Fernando Vaz respondeu que a Guiné-Bissau recebe anualmente cerca de 40 mil turistas, acrescentando que isso é muito pouco tendo em conta o potencial que o setor representa .

“O turismo é um setor transversal na economia dos países e pode contribuir significativamente no aumento do Produto Interno Bruto do país. Por isso, nós envidamos esforços no sentido de tornarmos o setor mais atraente”, explicou.

O governante sublinhou que o grande problema é que as pessoas não conhecem esse lado na Guiné-Bissau, salientando que, por isso, o governo apostou em mostrar exteriormente as potencialidades do país e trazer turistas que trazem divisas para engrossar a economia nacional.

Foto de stand da Guiné-BissauAbordado sobre como será essa aposta e com que meios financeiros, o titular da pasta do Turismo indicou que estão a fazer os seus trabalhos com os parcos meios de que dispõe.

“É preciso infraestruturar o setor. Existem carências de infraestruturas turísticas e, aos poucos, vamos ao essencial porque não se pode fazer tudo num dia”, disse.

Vaz declarou que dispõe de um Plano Estratégico de três anos, acrescentando que na primeira fase vão, no mínimo, criar as condições para passar a receber turistas de todo o mundo.

Confrontado com a situação do Arquipélago dos Bijagós ser uma zona privilegiada no setor mas que se encontra isolado devido a falta de meios de transporte condigno que assegura a ligação com Bissau, o ministro disse que estão à espera da chegada, no próximo mês, de um barco de uma empresa espanhola denominada Cônsul Mar.

“A referida embarcação será denominada de Bijagós e terá a capacidade para transportar 400 pessoas e assegurará uma carreira regular para as ilhas de, pelo menos, duas vezes por semana”, anunciou.

O ministro do Turismo sublinhou, no entanto, que o governo recomendou um outro barco de carga para incentivar a construção de unidades hoteleiras e na evacuação de mercadorias do continente para as ilhas.

“Iremos ter ainda uma vedeta rápida que irá servir de ligação inter ilhas e servirá também de meio de evacuação de doentes”, disse a concluir Fernando Vaz.

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