“É chegado a hora de o PAIGC passar de partido revolucionário para o de desenvolvimento”

O ex-primeiro-ministro e militante do Partido Africano da independência da Guine e Cabo Verde (PAIGC), disse  quarta-feira que a crise que se vive no país é uma lição para que o partido deixe de ser uma organização revolucionária e virar-se para o desenvolvimento.

Em Carta Aberta dirigida ao Comité Central dos libertadores, Baciro Djá disse que estas mudanças devem ser alicerçadas numa visão estratégica  sólida por via de planos de transformação económica, programas e projetos de progressos bancáveis.

“A  sua implementação vai proporcionar um elevado índice de crescimento económico inclusivo resultando assim na criação de postos de emprego , no aumento da renda per capita  e na melhoria da vida dos cidadãos guineenses , incluindo os militantes e simpatizantes do nosso grande partido “, sublinhou Baciro Djá.

De acordo com o ex. terceiro vice-presidente do PAIGC e um dos 15 deputados expulsos desta formação política, estes serão os únicos caminhos a trilhar para ajudar o partido a desobrigar-se de crises cíclicas que o tem abalado nas ultimas décadas.

Djá aconselhou ainda sobre a necessidade de salvaguardar um clima são e transparente entre os órgãos da soberania, isto é, o Presidente da República, o Governo e a Assembleia Nacional Popular, como condições indispensáveis para preservar a paz e estabilidade no país.

“Todos, sem exceção, militantes , responsáveis e dirigentes do partido, devem tornar mais vantajosa esta oportunidade de reintegração dos camaradas, fazendo dela uma autêntica coesão com o pensamento virado para o futuro próximo e longínquo do PAIGC ”,disse.

Djá apelou a todos os outros “camaradas”, envolvidos na desavença com o partido para virarem a página de dor e mágoa com a qual ninguém saiu vitorioso, mas que apenas contribuiu para o fracasso do partido.

Exortou-os a acudirem o chamamento do PAIGC, o qual qualificou de passo “histórico” a fim de reintegrarem e, assim, dar corpo ao Acordo de Conacri e aos apelos da Comunidade Internacional.

Na missiva Baciro Djá felicitou o Presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira  por esta abertura assumindo a paz e a estabilidade no seio dos libertadores .

“ A crise política que estamos a vencer neste momento, leva-nos a aferir de que perdemos algum tempo ou seja cerca de dois anos ,o que nos interpela como desafio para que nos próximos dois anos  façamos tudo para colocar o partido  no pelotão da frente do xadrez político nacional”, lê-se na carta.

Baciro Djá revelou que a sua conduta durante este período nunca serviu de afronta ao PAIGC , quer como simples militante, quer como primeiro-ministro do Governo da Guiné-Bissau.

Confessou que na altura viu-se confrontado com opções difíceis na tomada de decisões tais como a exoneração dos governadores regionais e diretores-gerais dos diferentes Ministérios e instituições públicas.

“Não aceitei, porque não sou inimigo do partido”.

e receba as noticias no seu correio electronico

ANG

Print Friendly
Siga nos nas redes socias:
partilhar isso?

Deixar uma resposta

Todos direitos reservado JORNAL NOPINTCHA 2016