Classe jornalística reconhece existência de liberdade de imprensa no país

O presidente interino do Sindicato de Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social (SINJOTECS) afirmou que existe no país liberdade de expressão e de imprensa, não obstante existir censura nalguns órgãos de comunicação social e, mesmo assim, “há liberdade de imprensa”.

Domingos Sanca que falava no quadro da celebração do dia 3 de maio, Dia Internacional da Liberdade da Imprensa, salientou que esta data foi institucionalizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (UNESCO), no ano de 1993, para alertar sobre as impunidades cometidas contra centenas de jornalistas que são torturados ou assassinados como consequência de perseguições por informações apuradas e publicadas por estes profissionais.

De acordo com o presidente interino do SINJOTECS, ouvimos os discursos do Presidente da República durante a sua presidência aberta no interior do país, a reafirmar que há liberdade de expressão no país de acordo com a Constituição da República da Guiné-Bissau, “nós também que estamos no terreno como sindicato, constatamos isso, apesar da instabilidade política permanente, mas sim, houve alguns avanços neste sentido de existência de liberdade de imprensa, apesar de algumas censuras em alguns órgãos de comunicações social, mas sim, pessoas ou jornalistas expressaram livremente”.

Domingos Sanca lembrou que, recentemente, a Repórter Sem Fronteiras, anunciou que a Guiné-Bissau subiu de figura em duas posições nestes últimos tempos, para ocupar o número 77 do Ranking mundial sobre a liberdade de imprensa.

Péssimas condições de trabalho

 O bastonário de Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau considerou de vergonha nacional as condições laborais dos órgãos de comunicação social, condições de trabalho que a existirem são péssimas para os jornalistas.

António Nhaga explicou que os instrumentos de trabalhos são ferramentas fundamentais para qualidade do jornalismo em qualquer parte do mundo. Este defensor da classe jornalística lamentou que os jornalistas continuam a andar de pé ou nos transportes públicos para dar coberturas jornalísticas e reportagens, “portanto, nestas condições, consideramo-los de grandes combatentes”.

Este defensor dos jornalistas afirmou que só para ver o grande papel das médias, “os jornalistas não foram a Conakri para acompanharem as mediações da crise política vivida na Guiné-Bissau e ninguém sabe explicar, exatamente, o que passou em Conakri sobre o Acordo, mas se os homens da imprensa estivessem lá estado, a primeira coisa que perguntariam seria quem vai ser o Primeiro-ministro, a parte daí, toda gente passaria a saber o nome que foi escolhido em Conakri para chefiar o Governo, e desvanecer-se-iam dúvidas aberrantes; isso é uma prova de que o jornalismo é um bem-estar para a democracia.

Disse ainda que a classe política é de contar a verdade, contudo, no país é difícil contar a verdade, “mas, a bem ou a mal vamos contar a verdade e a comunidade internacional está a motivar cada vez mais os jornalistas para contarem a verdade”.

Melhorar alguns setores

O presidente do Conselho de Comunicação Social afirmou que a sua organização está a desenvolver um conjunto de ações no sentido de puder estar em altura de aquilo dos seus desafios.

Ladislau Imbassa informou que conforme o estatuto do Conselho da Comunicação Social não dispõe ainda de um conjunto de poderes que seriam necessários para que o Conselho possa estar à altura daquilo que é os seus desafios, nomeadamente falta os aspeto de poder sancionadores, falta também um conjunto de dimensões que achamos que é fundamental, que o Conselho possa ser decisivo na designação dos responsáveis dos órgãos públicos de comunicação social.

Argélia proíbe entrada de 150 jornalistas estrangeiros

A Argélia está a preparar uma lista de 150 jornalistas estrangeiros que pretende banir de entrar no país devido à sua cobertura “sem ética” dos assuntos argelinos.

De acordo com os jornais daquele país, a maioria dos afetados será de nacionalidade marroquina, seguidos pelos egípcios.

A lista terá já sido enviada para todas as representações diplomáticas argelinas e os jornalistas afetados serão impedidos de entrar no país.

 

Texto: Fulgêncio Mendes Borges

 

 

Print Friendly
Siga nos nas redes socias:
partilhar isso?

Deixar uma resposta

Todos direitos reservado JORNAL NOPINTCHA 2016