Chefe da Secção de Paginação pede gráfica própria para o “Nô Pintcha”

Anselmo Matche 1O chefe da Secção de Paginação do “Nô Pintcha” pediu ao governo que dê mais atenção ao jornal que, na sua opinião, dado o seu estatuto, merece ter a sua própria gráfica, à imagem dos seus congéneres da sub-região.

Em entrevista exclusiva, no qua­dro das comemorações do 42.º ani­versário desta publicação, Anselmo Matche disse que é possível arranjar equipamentos que permitam ao jornal fazer a sua própria impressão. A título de exemplo, apontou que o cus­to de uma viatura tipo VX conse­gue comprar todas as má­qui­nas ne­cessárias para tal, embora as au­toridades competentes nunca se tenham dignado avaliar essa possibilidade.

Este responsável queixa-se da falta de “equipamentos suficientes e adequados” para desenvolver o seu trabalho com maior dignidade profissional. “Neste momento só temos um computador da última geração, recebido do UNIOGBIS em 2014, no quadro de apoio aos órgãos da comunicação social para a cobertura das últimas eleições. Os outros já estão tecnologicamente ultrapassados”, referiu.

Em termos de programas de pagina­ção, Matche lamentou o facto de isso depender da iniciativa dos próprios técnicos, que pesquisam na internet e instalam nos seus computadores. No entanto, reconheceu que esses programas são ca­ros, mas acredita que a Direção do jornal pode diligenciar-se no sentido de conseguir um pacote em promoção que possa ser colocado em dois ou três computadores para a paginação.

Sem condições para jornal trissemanário

Durante a cerimónia das comemora­ções do 42.º aniversário do “Nô Pin­tcha” (NP), o ministro da Comunicação Social falou na hipótese de o mesmo passar de semanário a trissemanário, como já foi no início da sua criação.

A este respeito, Anselmo Matche considerou que a Secção de Paginação não está preparada para essa mudança. Apesar disso, defende a importância de haver coragem de abraçar desafios mais ousados, tal como o periódico o fizera num passado muito recente, em que saía duas vezes por semana.

“Mas aquilo constituiu um enor­me sacrifício. Só o fizemos para mos­­trar que, se houver condições, po­demos sair duas e três vezes por se­mana ou, até, diariamente”, referiu.

E lembrou que os funcionários en­travam para trabalhar às oito horas e só saíam por volta das 22, sem nenhuma contrapartida do Estado, ao contrário do que havia sido prometido. Segundo ele, não havia apoio, nem técnico nem moral.

Este profissional é de opinião de que “não basta os governantes che­ga­rem com as suas ideias e ordenar que o jornal se transforme em trissemanário”. Pelo contrário, é preciso que o Estado faça algo para reequipar o “Nô Pintcha”, que é de todos. “Sem apoios será difícil concretizar tal sonho.”

Disse que, para fazer face a trisse­ma­nário, a Secção de Paginação precisa minimamente de apoio técnico traduzido em computadores iMac e respetivos acessórios, uma impressora A3 e um scan­ner A3, devendo todos ser de gama recente, já que os outros estão desatua­lizados. Adian­tou que a secção que di­ri­ge tem as re­ferências e os respetivos pre­­ços, sen­do necessários pouco mais de sete mi­lhões de francos CFA para que es­ses equipamentos sejam adquiridos.

A reciclagem técnica de quadros é outra das vertentes apontadas pelo chefe da referida secção. Neste aspeto, disse que apenas fazem a superação e aprofundamento de co­nhe­­cimentos através de pesquisas na in­ternet, tentando adaptar-se aos novos pa­­­drões de designer gráfico, para readaptar a essas técnicas, o que permite melhorar os conhecimentos e, consequentemente, os serviços do JNP.

A Secção da Paginação do “Nô Pin­tcha” conta unicamente com dois técnicos gráficos.

 

Ibraima Sori Baldé

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