“Carreira docente é benéfico para governo e professores”

O antigo presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindeprof) afirmou nesta quarta-feira, dia 6, que a implementação prática do estatuto da carreira docente é benéfica, tanto para o governo quanto para os professores.

Em entrevista exclusiva à ANG, Vençã Mendes disse que com a sua aplicação o governo, através do Ministério da Educação, vai dispor de mecanismos de avaliação dos docentes, bem como conhecer a qualidade do professor e a sua progressão em termos de carreira, acrescentando que isso vai acabar com a prática de chegar hoje e ultrapassar os que já  exercem há mais tempo.

“O estatuto da carreira docente, por outro lado, é bom para o professor porque permite que ele progrida, de forma vertical e horizontal, durante o exercício das suas funções, até chegar ao momento da reforma com uma progressão de 5, 10,15 e, até, 20 por cento sobre o seu salário. Isso demonstra a sua importância do ponto de vista remuneratório ligado ao docente”, explicou o sindicalista.

Falando  do estatuto da carreira docente, Mendes disse que é o mesmo que o da Ordem de Advogados, dos Médicos, sustentado que  é uma disposição jurídica que regula o funcionamento de uma determinada organização ou pessoa.

Vençã Mendes afirmou, ainda, que as exigências mundiais em termos de ensino só podem ser satisfeitas com professores qualificados.

Igualmente, antigo secretário-geral do Ministério da Educação Nacional disse que  duvida se os sucessivos governos sabem quais são os custos e vantagens da carreira docente, considerando de grave estar-se a pagar os professores sem conhecer as suas qualificações.

O sindicalista considerou que as constantes instabilidades política e institucional podem estar na origem da não implementação do estatuto da carreira docente desde a sua aprovação, “porque os custos devem  constar no Orçamento Geral do Estado (OGE) e há mais de dois anos que o país está a trabalhar à base de duodécimos, portanto, sem o OGE.

 

 

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