Carlos Correia confirma intenção do PR em demitir o governo de Baciro Djá

img_4769Pela segunda vez, a reunião do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República, ficou inconclusiva. Esse órgão integra o Chefe de Estado, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, os representantes dos partidos políticos com acento parlamentar, mais cinco cidadãos nacionais de livre escolha do Presidente da República.

A falta de consenso nessa reunião não impede o Chefe de Estado de tomar medidas e já agora a forma de o país ultrapassar a crise vigente tudo depende dele.

Entretanto, após a reunião, Victor Mandinga disse aos jornalistas que nenhum dos nomes propostos para chefiar o novo Governo de inclusão exigido pela CEDEAO reúne condições de fazer passar o programa no parlamento.

Por seu turno, o 1.º vice-presidente do PAIGC confirmou a imprensa que no quadro da busca de soluções para se ultrapassar a atual crise política e governativa, o Presidente da República vai mesmo que demitir o Governo de Baciro Djá.

Carlos Correia falava à imprensa no quadro da nova ronda de auscultação aos partidos com assento parlamentar promovida por José Mário Vaz, sobre a formação de um “governo inclusivo e de consenso”, em cumprimento dos Acordos de Bissau e Conacri.

Este dirigente do PAIGC, que disse esperar com brevidade a formação de um novo executivo, assegurou que nenhum nome ao cargo do primeiro-ministro, em concreto, foi discutido com o Chefe de Estado.

Segundo a ANG que, a pedido do Presidente da República aos partidos com representação parlamentar, o PAIGC e outras formações já enviaram nomes, por escrito, de candidatos ao cargo de chefe do governo.

Por sua vez, o vice-presidente do Partido da Renovação Social afirmou que aconselhou ao Presidente da República a nomear uma figura de sua confiança e que reúna o consenso, como prevê o Acordo de Conacri.

Segundo o presidente do PCD, Vicente Fernandes, a sua formação política reafirma e defende a nomeação do Augusto Olivais, militante do PAIGC que, segundo as suas palavras, foi objeto do Acordo de Conacri.

Na mesma linha falou o presidente da União para a Mudança que acrescenta que, caso não houver consenso quanto à nomeação de um novo Primeiro-Ministro, que seja dissolvido o parlamento e que o Presidente da República convoque  eleições legislativas antecipadas num curto prazo de tempo.

Agnelo Regala afirma que a demissão do governo de Baciro Djá “peca por tardia”, porque o mesmo “não conseguiu aprovar o Programa de Governo, o Orçamento Geral do Estado e delapida o erário público”.

Finalmente, Iaia Djaló, do PND, confirma a promessa do Presidente da República em demitir o atual governo devido à crise institucional, segundo disse, “provocada pelo bloqueio do parlamento na pessoa do seu Presidente”.

Entretanto, com o presumível objetivo de cumprir com as formalidades constitucionais de demitir o governo de Baciro Djá, o Presidente da República reuniu na tarde do dia 9, no Palácio da República, o Conselho de Estado, seu órgão consultivo.

Para o efeito, o Chefe de Estado publicou, ainda ontem, um decreto que nomeia Augusto Fernandes e o antigo presidente da Federação de Futebol, José Medina Lobato, para os cargos de novos conselheiros de Estado, em substituição dos falecidos políticos Carmem Pereira e Abel Incada.

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