BCEAO diz que Guiné-Bissau registou melhorias económicas

aspeto-da-reuniaoO diretor nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental congratulou-se com os resultados alcançados pela Guiné-Bissau nos últimos três meses, em relação às atividades dos bancos e financiamento à economia.

A satisfação foi transmitida pelo diretor nacional do BCEAO, no dia 14 de setembro, no final da reunião trimestral que a instituição realiza com os bancos comerciais para abordar questões ligadas às suas atividades e à economia nacional.

Em declarações à imprensa, João Alage Mamadu Fadia destacou que o sucesso deve-se, sobretudo, às boas exportações em termos de preço e o facto de os bancos conseguirem intermediar as operações permitiu à Guiné-Bissau obter reservas cambiais na ordem dos 370 milhões de euros. Reservas cambiais que, segundo ele, significam que o país ostenta grande capacidade de realizar operações de aquisição de bens no estrangeiro.

“Estes resultados são bons e significam, até, que estão a evoluir cada vez mais. Além disso, a intervenção dos bancos na execução da política monetária também correu bem”, declarou, acrescentando que, atualmente, a taxa de inflação está dentro dos limites previstos, situando-se em 2,5% e, portanto, os “objetivos foram atingidos”.

Fadia também deu conta que, durante esse período, registou-se a abertura de um novo banco, para além de que os anteriormente existentes continuam a aumentar o número dos seus balcões, criando com isso mais guichés de atendimento e terminais de operações automáticas.

Por outro lado, o diretor do BCEAO apontou como perspetivas a continuação dos trabalhos para a consolidação dos ganhos alcançados. Adiantou que a sustentação da nossa moeda baseia-se, igualmente, nas reservas cambiais que conseguimos produzir. E considerou que, neste momento, ela é bastante positiva graças aos produtores, operadores económicos, assim como todo o sistema bancário que intermedeia todas essas operações.

Rómulo Pires, presidente da Associação do Bancos Comerciais, garantiu que o estado de saúde dos mesmos é bom e sólido, o que está confirmado nos números atrás referidos.

Na sua opinião, o sistema bancário continua sólido e a crescer; o número de pessoas com conta bancária vai aumentando; o depósito dos bancos cresce, bem como os créditos, embora se deva referir que não tão alto como se pretendia, mas diz que está tudo dentro do previsto.

Aquele responsável afirmou que o país tem capacidade de suportar a atividade de mais bancos, visto que a taxa de bancarização da população situa-se em cerca de 4,8 por cento, pelo que existe uma margem de progressão enorme.

Horas antes, o BCEAO reuniu-se com o Conselho Nacional de Crédito (CNC) para analisar a situação económica, monetária e financeira atual da UEMOA e do país.

No encontro, segundo uma nota de imprensa, o CNC apreciou, também, o seguinte: as decisões saídas da reunião do passado dia 1 de setembro, do Comité de Política Monetária do BCEAO; a evolução do sistema bancário, nomeadamente o nível de bancarização e as condições de aplicação tarifária; o estado de adoção dos textos comunitários; o balanço de seguimento de implementação do Programa de Avaliação do Setor Financeiro (PASF), bem como a situação do financiamento da economia nacional.

Apesar de terem congratulado com o aumento dos guichés dos bancos no país e da segurança junto das suas instalações, diz a nota, os conselheiros sugerem o reforço no financiamento da economia, particularmente no setor agrícola. Sugerem, ainda, uma melhor organização do circuito de produção e comercialização permitindo, assim, que o Estado aumente as receitas fiscais.

Texto:Ibraima Sori Baldé

Foto: Alfa Baldé (cortesia)

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