AGROPONTE de Bafatá beneficia dos apoios do Projeto “Mon Na Lama”

A comunidade de Bairro de Ponte Nova, em Bafatá, através da Associação AGROPONTE, recebeu do Projeto “Mon Na Lama” apoio considerável para a produção do arroz nas bolanhas da comunidade sita nas zonas envolventes do Rio Chaianga, arredores do bairro, apurou o jornal “Nô Pintcha”.

Entre os apoios recebidos destacam-se 1.600 quilogramas de semente de arroz de qualidade a título de crédito reembolsável, 2.500 litros de gasóleo a preço subvencionado, 1.600 quilogramas de adubo, 3 moto- cultivadoras, 4 motobombas para irrigação dos perímetros, 50 enxadas, 50 catanas, 50 picaretas, 50 ancinhos e 50 pás.

Estes meios destinam-se a apoiar a associação para reforçar a sua capacidade operacional e produtiva para a valorização de mais de 53 hectares de perímetros dos 250 hectares existentes na zona.

Segundo Aguibo Seide Bá, vice-presidente do Comité de Gestão da AGROPONTE (Mon Na Lama) do Bairro de Ponte Nova em Bafatá, com este apoio recebido, os membros da associação cultivaram em 2015 cerca de 53 hectares, mas devido a insuficiência das chuvas, as culturas estragaram o que causou desânimo no seio dos associados.

Já para este ano valorizaram, nesta primeira fase, do ciclo de produção 20 dos 53 hectares preparados e parcelados em 1.000 metros quadrados para os associados a um preço de 20 mil Francos CFA por parcela.

De acordo com Aguibo Seide Bá, a associação com um total de 250 associados atualmente, conta também com o apoio da Direção Regional da Agricultura de Bafatá que disponibilizou tratores para o cultivo dos perímetros assim como faz o seguimento regular dos campos através dos seus técnicos, em estreita ligação com o presidente da fileira do arroz da região.

Seide Bá disse que o apoio recebido representa grande satisfação para a comunidade do bairro uma vez que vai contribuir para combater a fome e melhorar a segurança alimentar assim como das condições de vida da população.

Daí, agradece o Presidente da República, mentor do projeto Mon Na Lama e qualifica esta estratégia de salutar para tirar o país do défice de produção agrícola e melhorar o quadro da segurança alimentar e nutricional dos guineenses. Por isso, exortou aos guineenses a abraçarem a iniciativa do Chefe de Estado como solução plausível para combater a fome e garantir o sustento das famílias em termos de alimentação durante todo o período do ano. “Se os guineenses souberem aproveitar e valorizar este projeto, certamente que vão libertar-se da fome e desnutrição porque vai melhorar as suas condições de vida e ter possibilidade de investir noutros aspetos da sua vida”, sublinhou Aguibo Seide Bá, em declarações à nossa reportagem.

Para Aguibo Seide, este apoio representa para a comunidade de Ponte Nova um empurrão salutar para o reforço da capacidade operacional e produtiva da população e constitui um instrumento essencial de combate à insegurança alimentar no seio da comunidade do bairro e de forma indireta para a população de Bafatá no seu todo. Numa perspectiva a médio e longo prazo, Aguibo Seide fala da possibilidade de uma cadeia de ações da sua associação, passando de produção para a transformação e comercialização, o que requer um maior engajamento dos membros para poderem atingir estes patamares que também vão ajudar a associação a crescer e tornar-se mais autônoma e interventiva, cumprindo progressivamente com os seus objetivos, missão e visão tendentes a contribuir para o desenvolvimento durável e sustentável da comunidade do bairro de Ponte Nova, assente numa estratégia de intervenção através de desenvolvimento de atividades econômicas baseadas na produção agrícola.

satisfação dos beneficiários

Gundó Djané e Sene Baldé, ambos beneficiários de parcelas de produção no campo coletivo e associados da AGROPPONTE, manifestaram a satisfação e elogiaram o apoio do projeto Mon Na Lama que para eles impulsionou a dinâmica da associação em termos de produção nos perímetros.

De acordo com estes associados, os agricultores guineenses estão motivados para a produção mas faltam-lhes meios materiais e insumos agrícolas para poderem trabalhar. Com este apoio de Mon Na Lama, poderá impulsionar a produção de arroz em larga escala nos perímetros verde à volta do rio, como aliás, cada um pode testemunhar na última campanha agrícola nacional, onde se registou melhorias em todas as zonas graças ao apoio do Governo através do projeto Mon Na Lama. Referimos o caso das regiões de Bafatá e Gabú e ainda de outras informações que tivemos do país.

Os dois associados e produtores exortam os guineenses a abraçarem o projeto de forma a poderem melhorar a capacidade produtiva, pois a agricultura é a base da economia do país e dela poderemos sair do fosso da pobreza e erradicar a fome.

De salientar que a cidade de Bafatá é banhada pelo rio Chaianga, que nas suas envolventes possui vastas superfícies de bas-fonds, calculados em mais de 1.500 hectares. Desta superfície apenas 162 hectares estão sendo sistematicamente valorizados pelos agricultores familiares que se congregaram numa outra associação denominada Associação Campossa, que conta atualmente com 433 membros.

Ao longo da sua criação, a Associação CAMPOSSA tem trabalhado à volta do rio Chaianga e com apoio de vários programas e projetos para melhorar as condições agro-produtivas, mas apenas cerca de 162 hectares foram recuperados e valorizados, albergando 433 pequenos agricultores, deixado ainda de fora muitos dos seus membros sem perímetros delineados, sem contar ainda com outros agricultores residentes nas margens do mesmo rio interessados em perímetros para a produção agrícola e hortícola. Portanto, a semelhança da associação AGROPONTE, a associação CAMPOSSA também necessita de apoios para poder melhorar a sua capacidade operacional.

Djuldé Djaló

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