Administrador de Safim promete resolver problema dos agricultores com fecho das bolanhas

Líbano Gomes Dias, administrador de Safim

O administrador do setor de Safim afirmou que apesar da pouca margem de manobra para colmatar o sofrimento dos agricultores nesta zona e meios financeiros, há um projeto em manga, para resolver o problema dos agricultores no que toca com o fecho das bolanhas.

Líbano Gomes Dias falava exclusivamente ao jornal “Nô Pintcha”, no dia 10 de junho, sobre as dificuldades com que os agricultores se deparam na sua área de jurisdição.

Este representante do Governo na zona disse que não quer avançar com muitos pormenores sobre este projeto antes da concretização deste “grande sonho”. Justificou que devido à constante instabilidade com que o país se depara, se não vier a se concretizar muitas pessoas podem apelidá-lo de um “político mentiroso”, nome que não gosta e nem vai admitir ser chamado, por isso, não quis avançar com muitos pormenores, simplesmente, vai fazer seu trabalho de base em colaboração com as populações, em particular os agricultores.

“Sabemos todos que o Governo sozinho não pode colmatar esta lamentável situação dos agricultores de toda a Guiné-Bissau, mas sim, tem que ser uma luta interna que envolva toda gente, é exatamente isto que estamos a fazer desde a minha nomeação neste setor administrativo regional de Safim”.

Dias voltou a afirmar que o projeto está num bom caminho, mais cedo ou mais tarde, os trabalhos de fecho de bolanhas vão ser uma realidade na base do esforço interno da administração local com a colaboração de toda a gente em Safim.

Há necessidade de dinamizar o setor agrário

Sobre esta situação, a nossa reportagem, falou com um dos agricultores desta zona, Quintino Có afirmou que há necessidade de dinamizar o setor agrário no setor de Safim, também esta zona deve ser reforçada com um outro projeto, independentemente daquilo que já existe como é o caso do projeto “Agro-Safim”, para fazer face à situação agrária nesta zona.

De acordo com este lavrador, Safim dispõe de condições geo-climáticas para aumentar significativamente a produção de vários produtos, nomeadamente arroz, mandioca, cebola, cenoura, batata-doce e inglesa, repolho, beringela e outros produtos.

O nosso entrevistado assegurou que o país não precisa de importar produtos agrícolas e hortícolas. No seu entender, o Governo deve adotar leis que protejam os produtos nacionais, criar uma nova estratégia do mercado e estabelecer condições logísticas adequadas.

“Estou plenamente de acordo com a política do Presidente da República para os guineenses porem mãos à obra, denominado como “Mon na Lama”, a bem do desenvolvimento do país nos domínios da agricultura. É bom que o Executivo privatize este setor, envolvendo os técnicos desta área”, disse.

Quintino Có acusou o Estado da Guiné-Bissau de não se preocupar com os agricultores do país, as bolanhas deste setor estão totalmente degradadas por falta de atenção ou de boa política do Governo para o setor agrário.

“No meu entender, o setor de Safim e todos os setores regionais do país estão à espera da realização das eleições autárquicas com vista a desenvolverem-se no domínio da agricultura e não só, também na urbanização dos bairros, saneamento básico e outros empreendimentos para o desenvolvimento setorial”.

Pobreza

Relativamente à pobreza que impera em toda a região do país, principalmente na camada juvenil, um dos jovens que pediu anonimato, afirmou que o sub-emprego e desemprego de um segmento da população, maioritariamente composta por jovens estão também ligados à marginalização económica e social. Este segmento da população pouco produtivo aumenta a faixa de dependência e tem uma contribuição significativa no aprofundamento da pobreza.

Acrescentou que a camada juvenil contribuiu simultaneamente para o aumento do fenómeno da marginalidade social, associado ao consumo de drogas e a consequente delinquência juvenil.

O nosso entrevistado disse que o sub-emprego e o desemprego estão estruturalmente ligados ao fraco nível e à falta de oportunidades na formação dos jovens, particularmente no que respeita às qualificações intermédias. O desemprego agravado pela destruição das infraestruturas económicas pela guerra civil de 1998.

Com esta preocupação dos jovens, o administrador Líbano Gomes Dias pediu aos jovens do setor de Safim, no sentido de se esforçarem em prol do desenvolvimento do país. Gomes Dias recomendou os jovens para estarem atentos, a quando houver uma oportunidade para trabalhar, têm por obrigação mostrar o que sabem fazer.

“Prova disso, eu na qualidade de um jovem, quando fui chamado para exercer este cargo como administrador de Safim, dei todo o meu máximo esforço e competência para conseguir este sucesso que hoje em dia o setor de Safim deu um passo à frente no caminho do desenvolvimento. Qualquer jovem que tenha esta oportunidade pode fazer, mas tem de aproveitar esta oportunidade para mostrar que pode”, alertou o administrador de Safim, Líbano Gomes Dias.

Texto e fotos: Fulgêncio Mendes Borges

 

 

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