Alguns cidadãos guineenses admitem que a morte de Pai e fundador da nacionalidade guineense, Amílcar Lopes Cabral, tem reflexos no atraso do desenvolvimento da Guiné-Bissau e em situações de desentendimento acentuado, tais como a que se vive atualmente no país.

Numa auscultação feita ontem pela ANG, por ocasião da celebração de mais um aniversário da nacionalidade guineense – 12 de setembro, data de nascimento de Amilcar Cabral, o jornalista Júlio Cá destacou que se Amílcar Cabral pudesse ressuscitar hoje, “diria que não acordou num país para o qual lutou ontem para a sua independência”.

“O que estamos a assistir não era o propósito que Cabral pretendia para a Guiné-Bissau. Amílcar Cabral tinha outro objetivo para a sua pátria mas, ao desaparecer, deixou a Guiné-Bissau numa total angústia”, considerou.

Júlio Cá considera importante que se estudasse o livro que transmite os ideais de Amilcar Cabral, “para melhor refazer a Guiné-Bissau visando o seu desenvolvimento”.

Na opinião da recém-formada em Comércio Internacional, Clotilde Lima Gomes, o atraso no progresso da Guiné-Bissau, começou desde a era colonial.

“No meu ponto de vista, o líder Cabral não devia apostar na luta armada para a independência da Guiné-Bissau. Não defenderia que os portugueses ficassem no nosso território, mas na verdade existia várias formas de negociar para retirar os colonialistas da Guiné-Bissau”, defendeu Clotilde.

Para a Clotilde, Amílcar Cabral, na altura, dera pouca oportunidade de formação aos guineenses, razão pela qual, depois da sua morte, o país deparou-se com escassez de recursos humanos. Sustenta que essa escassez ainda se reflete na falta de preparação dos políticos guineenses, que não estão à altura de resolver os problemas do povo.

Por seu turno, o investigador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), Herculano Arlindo Mendes, sustentou que o 12 de setembro é um dia muito importante para a vida de todos os guineenses e, em particular, os cabo-verdianos.

Acrescentou que a Guiné-Bissau devia aproveitar muito da imagem do seu líder imortal Amílcar Lopes Cabral, a fim de projetar uma imagem positiva para o exterior.

“Existem alguns marcos históricos que muitos acham que somente o PAIGC, como libertador, deve festejar. Digo que estão enganados a data como hoje merece a atenção das outras formações partidária. O país em geral, cada qual podia festejá-la da sua forma”, justificou o investigador.

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