2018 oportunidadi di nó kumpu di nós

Mais uma oportunidade de balanço do ano findo e de estabelecimento das metas individuais e coletivas para o ano seguinte.

Sem nenhum tiro de AK47, mas também sem Orçamento Geral do Estado aprovado pela ANP, 2017 foi marcado por uma melhoria dos indicadores macroeconómicos do país que não se traduziu no aumento dos índices de desenvolvimento humano, de desenvolvimento do género ou de desenvolvimento juvenil devido à má gestão dos nossos recursos económicos e da instabilidade política.

As meninas e mulheres continuam expostas às práticas nefastas e mortes prematuras, especialmente as que estão na idade de procriar e, para as representar e defender os seus interesses legítimos contam apenas com 13 por cento dos assentos parlamentares da IX Legislatura. Quanto à juventude, não tem nenhuma representação parlamentar (0 por cento) e continua desamparada e sem emprego, sem a mínima proteção contra o tráfico humano, a delinquência e os flagelos sanitários. 
Entre acordos e desacordos di pulitikus “garandi kandja”, as condições de vida do povo continuam a deteriorar-se à imagem dos restantes 43 anos da nossa independência.

Após 44 anos a viver em democracia, os nossos pseudogovernantes continuam a deixar a nossa capital, Bissau, à procura de melhor sistema de saúde numa cidade fronteiriça da vizinha República do Senegal, Zighinchor, onde centenas de compatriotas, entre funcionários e pretendentes, vão à procura de melhor qualidade de educação e formação.
O balanço está à vista: um povo na miséria sem saúde nem educação de qualidade e uma classe política governante corrupta e irreciclável.

O principal responsável desta MÁ GOVERNAÇÃO é, evidentemente, o PAIGC, sendo o PRS o segundo. Estes e os seus partidos satélites “karga pekadus di Amílcar Cabral i tudu kilis ku dâ vida pâ nô independencia”. Es passa KAI NA BALANÇO…

Com tudo isso, muitos dizem ainda: “elis ke dana terra; elis també ku pudi kumpul … más un oportunidadi”. A isto chamo “conformismo coletivo”, uma característica doentia da personalidade que soterra capacidades, anula dons, contrai competências, inibe o exercício das escolhas por medo de correr riscos, preferindo ser vítima em vez de agente modificador da sua história. 
Na agonia, mama Guiné na pidi sakur pa si fidjus femia ku kilis mas nobus, suma tudu si fidjus ku gosta del di bardadi, pa djunta pa toma lemi na mon di si fidjus futecerus, ku ta darma sangui di sê ermons.

Proponho como meta coletiva praticar a paz e preparar bem as eleições de 2018, deixando aos seus autores a resolução da crise política resultante da incapacidade crónica do PAIGC de gerir os seus problemas internos e a ganância do PRS em assumir o poder a todo o custo. Trata-se de mais uma oportunidade para o povo guineense fazer um investimento certo na construção de uma sociedade próspera e progressista, rompendo brusca e definitivamente com o SISTEMA que o sentenciou à miséria. Romper com os partidos do arco da governação, pois nunca souberam encontrar soluções governativas para o desenvolvimento e apostar numa LIDERANÇA SERVIDORA, capaz de promover a BOA GOVERNAÇÃO, O DESENVOLVIMENTO HUMANO, O CRESCIMENTO ECONÓMICO E A CRIAÇÃO DE EMPREGO.

Que 2017 leve o conformismo coletivo e 2018 traga o despertar de consciências e a resiliência necessária para combater e nos libertarmos do SISTEMA.

Feliz Ano Novo!

Bonne e heureuse année!

Feliz año nuevo!

Happy new year!

 

Dr. Filinto Omar Martins Salla

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